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A Prostituta- Verídico

2020.10.14 12:21 DonaBruxa_Deyse A Prostituta- Verídico

🕷🕸Relato recebido. Foi contado por uma mulher sobre seu contato com Setealém.🕸🕷
Eu sou Brasileira e morei em Milão/Itália entre os anos de 2003 à 2015.
Minha mãe tinha cidadania italiana, pois na sua juventude tinha sido modelo e morado na Itália. No seu tempo, chegou até a atuar em alguns filmes do de Sica. Mas minha mãe era fria, ruim, maldosa. Não dava a mínima pra mim. Ela era alcoólatra e me batia desde sempre.
Nunca conheci meu pai. Ela jamais citou seu nome. Sempre imaginei que fosse um italiano famoso e mantive a esperança de encontrá-lo. Minha avó era boa e me confortava após as surras. Contava que minha mãe nem sempre fora assim. Que era doce, meiga, sorridente. Mas que depois que voltou de vez da Itália pro Brasil, nunca mais fora a mesma. Tinha se transformado num monstro e que nem a reconhecia mais. Eu só pensava em fugir de casa. Minha avó morreu em 2002. Fiquei ainda mais sozinha.
Quando fui descoberta como modelo, não pensei duas vezes e fui embora. Minha mãe assinou os documentos e pela primeira vez na minha vida, parecia feliz por estar se livrando de mim.
Cheguei em Milão com 15 anos na esperança de seguir carreira como modelo. Sai do Brasil com um contrato assinado para desfiles de modas e realmente, desfilei por 2 anos. Porém, muitas meninas chegavam com o mesmo sonho, por ser um mercado com muita competição, os trabalhos foram diminuindo. Morava num apartamento perto de monte Napoleone e dividia com mais 5 garotas também modelos.
Comecei a trabalhar como vendedora pra uma loja de grife: Chanel. Mesmo recebendo comissão, era muito cara o estilo de vida que levava e tinha o sonho de ter sucesso na vida.
Uma das minhas colegas de apartamento, não escondia de nós que trabalhava como Ragazza imagine em danceterias e saia com clientes ricos depois dessas noitadas. Na verdade, ela era uma garota de programa e saia com a nata da sociedade milanesa.
Eu estava de saco cheio daquela vida e eu mesma pedi que ela me apresentasse para seu “chefe”. Era uma agência de “modelos”. Fiz fotos para um “book” que seria exibido para clientes que procuravam meninas com o meu perfil. O cachê para esses encontros partiam do valor de €1.500,00 por três horas de encontro. Esse valor livre em minhas mãos.
Nesse período em que trabalhei pra essa agência, sai com jogadores de futebol, políticos, artistas, sheikes árabes, milionários… Rolava sexo e muita droga. Eram homens generosíssimos e além do cachê pré combinado, ganhava gorjetas e muitos presentes. Nós não éramos obrigadas a usar, mas confesso que tornou-se um vício também. Numa sexta-feira, fomos chamadas para comparecer na agência.
Foi nos explicado que um cliente muito importante escolheria 7 garotas para um “evento”. Seria pago 17 mil euros para cada antecipadamente. As escolhidas seriam levadas por um motorista na data e horário combinado è trazidas de volta no fim do evento. Deveríamos assinar um termo de silêncio e que nada visto ou ouvido poderia ser divulgado. Meus olhos brilharam ao imaginar o valor que seria pago. Entrou então um avaliador. Ele estava ali para escolher as 7 meninas. Ele vestia terno caríssimo, sapatos que brilhavam, luvas pretas de couro, óculos escuros, mas eu pude sentir um desconforto toda vez que ele olhava para mim. Ele não falava nada. Parecia fraco, adoentado mesmo, pele amarelada. Todas as meninas vestiram biquínis, formamos uma fila e começamos a desfilar para ele. Ele apenas apontava o dedo para as que escolhia. Eu fui uma delas. Vibrei por dentro.
Houve uma segunda etapa da seleção, onde tínhamos que responder uma sequência de perguntas, que não faziam muito sentido naquele momento:
Você mora sozinha? Acredita em Deus e outros seres? Você tem medo do escuro? Transaria com um réptil? Qual período de tempo mais longo que aguentaria ficar sem beber água ou líquido? Acredita em orações ou rezas? Sabe dizer uma de cor nesse momento? Já ficou presa dentro de um quarto sozinha numa casa desconhecida? Você se considera uma pessoa capaz de guardar segredos? Se você desaparecesse, alguém sentiria sua falta?
Entre outras perguntas totalmente sem nexo....mas enfim, ricos são excêntricos, pensei!
Sai de la, com meus euros garantidos, porque no fim do processo, cada uma das 7 recebeu na conta o valor combinado. Deveríamos ir lindas e o tema da festa era “Mascarados”.
Sai da agência tão feliz. Resolvi comprar vestido, sapatos e bolsas novas. Comprei perfume e maquiagem. A festa seria na noite seguinte e meu motorista me buscaria as 19 horas em ponto.
No horário combinado, toda linda, eu aguardava no hall de entrada do prédio o tal motorista.
No termo que assinei dizia que não nos era permitido o uso/ portar nenhum aparelho fotográfico ou celular.
Então, parou um carro preto antigo, muito velho e desceu um homem tão estranho quanto o que me escolheu na seleção da agência.
Ainda assim de forma educada, sem olhar para mim, abriu e fechou a porta do carro.
Ele não trocou uma palavra comigo durante uma hora e meia até chegar ao local do evento.
Sabia que estávamos na região do lago de Como, mas nunca vira ali na Itália uma estrada tão deserta. Não cruzamos com nenhum Autogrill. Até chegarmos a um castelo antigo, que a primeira vista parecia abandonado. Estávamos no meio do nada e ali tinha um castelo! Ao adentrar no castelo, vi no meio do salão minhas 6 amigas. Estávamos lindas, ansiosas. Nos cumprimentávamos, quando ouvimos 7 rufadas de um tambor. Congelamos. Apareceu uma mulher vestida de preto e seu rosto escondia-se atrás de uma telinha do seu fascinator. Fez sinal para que a seguíssemos e fomos até outra sala ainda maior. Antes de entrarmos nessa segunda sala, a cada uma de nós foi perguntado ( pela senhora de preto): -Acredita na unidade daquele que é um só? Todas nós respondemos que sim ( nem sei dizer porque respondi que sim) e entramos no grande salão. Estava escuro e de repente, mais sete rufadas de tambor e a nossa frente, uma luz amarela acendeu. Era uma luz amarelada estranha, meio fraca, piscava e a nossa frente surgiam pessoas mais estranhas ainda. Ouvimos uma música que nos perturbava. Ficamos sem reação. Deveríamos dançar? Conversar? Sorrir?
Notei que aquelas pessoas pareciam pertencer a uma alta classe social porque por mais estranhas que fossem, havia muita pompa no modo delas vestirem-se e portarem-se. Repito que era tudo estranho e feio! Havia homens e mulheres e até crianças mascaradas naquela festa! Pessoas ricas com roupas tão surradas? Havia um cheiro muito forte no ar. Como se algo tivesse estragado ou em putrefação. A música era a mesma e eu já não entendia nada. Aos poucos, homens mascarados se aproximavam. Um deles, cambaleando chegou até mim, sorriu e NÃO TINHA DENTES. Me disse algo e seu hálito me atingiu... Inconscientemente, levei a não até a boca e nariz! Quase vomitei. Ainda assim, disfarcei e sorri. Quando ele encostou a mão gelada no meu antebraço, senti que cairia no chão.
Ele pressionou meu braço e me levou para dançar. Se é que aquilo seria dançar... davam uns pulos, tinham trejeitos e a falta de coordenação daquele povo poderia ser considerado patético!
Suportei por bem uns 10 minutos aquele bafo, mãos geladas sobre mim... Até que pedi algo para beber. Ele disse numa voz rouca mas fina, que não tínhamos permissão para beber nem comer.
Gente, que absurdo.
Porém, tinha levado meu pozinho mágico e seria obrigada a usá-lo para aguentar aquele show de horrores. Lembrando que já tinha embolsado meu dinheirinho, estava tudo Ok. Pedi para usar o banheiro e então a senhora de preto me levou. Iluminando o caminho com uma vela preta. O banheiro era a coisa mais NOJENTA que há vi na vida.
As privadas estavam todas sujas de m€£%¥. Tinha até vermes na água que fica parada no vaso. Pedaços de carne podres! Não tinha descarga. Ao tinha torneiras. Desisti de fazer xixi. Usei minha bolsa de apoio e fiz a maior carreira de minha vida. Quando voltei para o salão as pessoas tinham desaparecido. Só tinha uma mulher mascarada que me observava. Resolvi que deveria puxar assunto e caminhei na direção dela. Faltavam 5 passos e vi que uma senhora também de preto a arrastou. A mascarada gritou: - Eu sou você! ( disse meu nome!!!)Vá embora! Fuja daqui! Nós liberte desse inferno! Na confusão, sua máscara cai e pude ver seu rosto. Aquela mulher era idêntica a mim! Era eu num outro corpo. Nada pude fazer... A vi ser levada. Minhas colegas já tinham sumido e eu fiquei sozinha ali. Senti as mãos geladas no meu braço outra vez. Era aquele horrorizo novamente. O povo parecia ser muito ruim de festa. Ninguém falava, ninguém tia ou cantava, vão podíamos comer ou beber! Fui levada até um quarto . Passamos por corredores frios e escuros. Eu e ele! Meu coração batia forte... Não sabia se era a droga ou o medo. Comecei a escutar gritos ao passar por outros quartos. Chegamos ao “nosso” quarto! Era tão ridículo e feio quanto todo o resto até aquele momento.
Uma vela preta estava acesa. A única luz naquele quarto frio.
Tinha chegado a hora.. Teria que fazer jus ao dinheiro pago por aquela noite. Estava arrependida já!
Comecei a me despir, o homem, tirou a máscara e falou:
-NÃO OUSE!
Paralisei!
-Sente-se!
Ela falou comigo sem abrir a boca!
Sentei e ele me explicou:
-Eu sou seu irmão. Sou filho da mulher que gritou seu nome. Meu pai aprisionou ela aqui há anos. Ele é prefeito aqui. Você está num lugar que não existe. Aqui é o meio. Aqui é Sathlem ( algo assim)... Não sei escrever ou repetir. Prometi à ela que te libertaria. Suas amigas jamais voltarão. Já pertecem a esse lugar.
Quanto mais ele falava, mais lúcida eu ficava. Será que esse pozinho era tão forte assim? Só pensava nisso?!? Como eu poderia estar pensando nisso?Meu Deus, estou tendo uma overdose! Não é possível!
E o estranho concluiu meu PENSAMENTO: - Não, você não está alucinando ou alterada. Você foi despertada pelo UM SÓ! Não fale mais nada para não desperta-lo!
Comecei a chorar! Queria devolver o dinheiro! Queria ir embora.
Comecei a ouvir passos... Como se um gigante se aproximasse. O estranho fez sinal para eu calar a boca. Não era capaz de controlar meu choro. Até o estranho pressionar com o dedo um ponto na minha garganta! Doeu muito. Ouvi ele pedindo desculpas por fazer aquilo e perdi os sentidos.
Acordei na minha cama. Estava com o vestido e sapatos da festa.
Tinha um bilhete escrito na comoda do quarto escrito assim:
Senti tanto medo. Jurei que nunca mais beberia ou me drogaria na vida e pararia com aquele “trabalho” Realmente, nunca mais fiz nada daquilo.
Meu telefone tocou e era o agente. Precisava ir até a agência.
Fodeu, pensei! Fodeu, fodeu, fodeu!
Mas fui... Porque sabia que se vão fosse, eles viriam ate mim. Meio que você começa a fazer parte da máfia! Você tem que prestar contas!
Fui com o coração na mão! Bom, pensava a, gastei o dinheiro somente com o vestido, bolsa, sapatos e maquiagens. Não tinha gastado tanto e teria como cobrir os gastos e devolver os 17 mil.
Quando cheguei lá, o agente me tratou tão bem... Disse que eu tinha sido venerada e exaltada. Que tinha sido profissional e me destacado . Gostaram tanto de mim que pediram meus dados bancários porque me fariam um agrado!
Entendi que o agente tinha sido recompensado. Perguntei sobre minhas colegas e ele mudei de assunto: -Que colegas? De quem você está falando?
(NUNCA MAIS AS VI!) Não eram amigas. Nas as viagem festas e tal... Jamais as vi novamente.
Fui até um ATM e quando solicitei meu saldo, quase caí de costas! Havia sido depositado na minha conta alguns muitosssss 00000000000 de euros.
Com essa grana, mudei minha vidaComprei um apartamento e carro. Estudei. Conheci um grande amor. Tenho filhos. Moramos na Bélgica. Sou estilista de moda e tenho minha grife!
Tenho sonhos recorrentes com aquele lugar onde estive. Meu marido sempre comenta ter a sensação de estar sendo seguido ou observado. Diz ver carros estranhos parados na rua de casa. Comenta sobre carros estranhos! Digo que é apenas impressão dele!
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2017.05.19 18:22 batataway Um dia no Porto.

Em resposta a este post, e para quem interessar - https://www.reddit.com/portugal/comments/6c1y19/s%C3%A9rio_um_dia_na_vossa_cidade_vila_aldeia/
Em modo percurso, e pegando em algumas nas sugestões do ForeverJamon sugiro um passeio como um autóctone o faria (não vamos subir a torre nenhuma que isso é pago. ), sendo que dá para inúmeras variações.
Começas no topo do Hotel Dom. Henrique onde tomas o pequeno almoço (caro!) e em seguida desces a rua Sá da Bandeira. Ao chegares ao cruzamento com a Rua Fernandes Tomás, visita o Mercado do Bolhão. Aproveita para comprar fruta pois vamos almoçar na rua com vista para o Rio, não compres vinho! Disso vamos tratar mais tarde.
Quando acabares a tua visita ao mercado, desce até à Rua Formosa, tens ai uma confeitaria de nome "confeitaria do bolhão". Compra bola de carne e pede para embrulhar. Não sabes para que lado é, certo? É em frente ao Bolhão mas na porta da Rua Formosa, logo esquerda para quem desce Sá da Bandeira. Se gostares de plantas e não tiveres ficado farto dentro do mercado aproveita para entrar na casa hortícola, a mesma família vende bolbos e sementes desde 1921! Quando saíres da pérola do bolhão olha para o topo da porta do mercado. Estás a ver aquelas duas personagens? Personificam o comércio e a agricultura. Volta ao Porto daqui a 5 anos quando o Mercado estiver todo arranjado para uma experiência diferente.
Já que estamos na Rua formosa, se fores uma pessoa que gosta de doces, tens ai uma Arcádia. Compra uma caixa de línguas de gato, é caro mas compensa imenso. Quando parares para tomar café podes mexer o mesmo com uma língua de gato (e depois comer a mesma, claro), é incrível!
Protip: Se desceres a Rua Formosa em direcção aos Aliados vais passar pelo Conga (fica na rua do Bonjardim que cruza com a rua formosa) mítica casa de bifanas. Eu no entanto, sugiro a codorniz.
Vamos subir a Rua Formosa pq precisamos de vinho para o nosso almoço, nessa rua, quase frente a frente vais encontrar duas mercearias tradicionais. A "Comer e chorar por mais" e a "Pérola do Bolhão". Entra numa delas e pede a quem te atender uma garrafa de vinho do Douro, até X euros. Tinto ou branco, é contigo.
Continua a subir e vira para a Rua de Santa Catarina. Vamos fazer esta rua até ao fim mas não penses que vamos tomar café no Majestic, nada disso, é bonito mas é um roubo. Vamos entrar no Majestic e vamos mandar os empregados foder fingindo falar uma língua desconhecida para eles, sempre com um sorriso, claro.
Se conseguires, tenta estar no cruzamento da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel às 11h00 ou 14h00 a olhar para o relógio que fica por cima da fnac. É um relógio verde.
De 3 em 3 horas saem do relógio pequenas estátuas do S. João, do Infante D. Henrique, do Almeida Garrett e do Camilo Castelo Branco, tudo personagens importantes da história da cidade, são acompanhadas de música. O espectáculo dura apenas um ou dois minutos. Deixo-te um vídeo que hoje estou simpático: https://youtu.be/ddWiHbkjI6U?t=1m15s
Já está? Boa, agora avança por Santa Catarina e desce a Rua 31 de Janeiro. Quando chegares ao fundo da 31 de Janeiro do teu lado esquerdo encontras a estação de S. Bento podes ver os azulejos se quiseres ser mais turista. Daqui já deves conseguir ver a torre dos Clérigos por isso avança por ai a fora em direcção a esta.
Chegaste aos Aliados certo? Finalmente! Estás a ver a estátua do gajo que está em cima de um cavalo? Esse man é D.Pedro IV, gostou tanto da cidade do Porto e das suas gentes que disse "Eu vou, mas o meu coração estará sempre no Porto", por isso depois do gajo quinar, abrimos o corpo do homem e tirámos o coração ao gajo que ficou guardado num frasco até aos dias de hoje. Está fechado não a sete mas a cinco chaves na Igreja da Lapa no Porto. Uma das placas que ladeia a estátua mostra esse momento. Pega uma imagem do coração para não achares que estou na tanga: http://images-cdn.impresa.pt/expresso/imv-2-232-966-coracao-a584.jpg/original/mw-860
De X em X anos abrem o mausoléu e retiram o coração numa cerimónia. A última vez penso foi em 2009, logo por muito que gostes de merdas gore não o podes ver.
Protip: Se queres mesmo ver cenas gore , manda um email para aqui [email protected], (ou na falta de resposta, para [email protected]) e pede para visitar o (o TheBushMonster diz que não é nececssário marcar) visita o Museu de Anatomia Nuno Grande (Fica a 15 minutos a pé de onde estás) As visitas são grátis mas obrigam a marcação prévia - Sneak Peak: http://roof-magazine.com/GestorSistema/2016/09/anatomia_4.jpg
Vamos subir a rua dos clérigos, aviso que se não tens pernas de pessoa que mora no Porto não tentes acompanhar a malta, vai ao teu ritmo. Eventualmente vais passar pela Livraria Lello, não vale a pena entrar, espeta a cara nos vidros e espreita, caso queiras mesmo entrar, são 3 euros que depois podes trocar ou abater num livro. Eu não perdia tempo na fila que é enorme, mas tu é que sabes....
Sobe tudo até chegares ao edifício da reitoria da Universidade do Porto, saberás qual é pois em frente tem uma praça com uma fonte com leões. O Porto, e suponho que outras cidades tb, tem nomes não oficiais para locais, o nome deste é os Leões, apesar que no teu google maps vai aparecer Praça Gomes Teixeira. O Chico Gomes Teixeira foi o primeiro reitor da Universidade do Porto e tens um busto do homem dentro da reitoria se quiseres ver o swag dele.
Se estiveres de costas para a reitoria, do lado direito vais ter uma pequena rua que na verdade é uma praça cujo nome é Praça Guilherme Gomes Fernandes (o maior Bombeiro que alguma vez existiu no mundo em e Portugal, tens o busto do gajo num canto do jardim), segue essa rua e entra na Padaria Ribeiro. Sabes onde estás? Na melhor padaria e pastelaria do universo. Vamos comprar (assumindo que não estás sozinho): 2 empada de vitela, 2 empada de frango em massa tenra, um lanche misto. Compra pão, caso tenhas tido a boa ideia e comprar queijo e presunto nas mercearias. Pede para embrulhar tudo e cortar o lanche a meio. E agora vamos almoçar que já está na hora e eu estou cheio de fome. É sair da padaria e virar à direita. Avança novamente para edifício da reitoria, e contorna-o. Estás a ver aquelas esplanadas todas. A segunda é o piolho, é um café mítico entre os estudantes. Entra e pede um copo de plástico, sorri e inventa uma desculpa. É que temos uma garrafa de vinho e não temos copos. Só pediste um? Entra no café a seguir e repete a dose. Caso eles digam que não dão, pede um fino em copo de plástico, bebe de pênalti e fica com o copo. "E se o OP quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim, até ao fim até ao fim........" Enquanto estás no piolho podes ler as placas que o pessoal vai deixando quando termina o curso.
Da esplanada do Piolho deves conseguir ver o jardim da cordoaria, segue até ao fim do jardim e vais reparar que do teu lado esquerdo tens uma estátua grande de uma senhora com uma espada e ao lado deste edifício (que é o tribunal da relação) tens uma pequena rua que desce imenso. Desce a rua, vira para a tua esquerda e TCHARAM, estás no passeio das virtudes (http://www.porto24.pt/wp-content/uploads/2015/09/Virtudes_Viver-o-Porto.jpg). Agora senta-te e come, tens ai umas mesas de pedra. Se tiveres sido esperto ao longo deste percurso compraste fruta no mercado, presunto, queijo, salgados e vinho (e uma garrafa de água tb era fixe). Descalça-te e abre a garrafa de vinho com um sapato, no caso de não saberes como é que isso se faz, usa a internet ou...no fim do passeio tens um café, pede para abrirem.
Protip: Caso tenhas sido burro e não tenhas seguido a minha sugestão para comprares comida pelo caminho, entras no edifício amarelo com o brasão de pedra que fica em frente da rua que acabaste de descer, viras para a tua esquerda e desces as escadas até ao último piso, tens ai um restaurante porreiro mas não barato (+-15 a 20€) - http://1.bp.blogspot.com/-zFvA-G96m3g/VgLOWh-GEEI/AAAAAAABoHY/hkkB05FL2s0/s1600/IMG_6052%2BAcopy.jpg - Tu tb não mereces barato, não compraste nada nas mercearias e no mercado.
Agora que estás cheio como uma prostituta holandesa no fim de uma noite de sábado do red light district de Amsterdão, das duas uma ou bates uma soneca ou vamos avançar.
Protip: O melhor local para bater uma soneca ao ar livre é na Praça de Lisboa que fica ao lado da Reitoria. A relva é fofa, não tem merda de cão e tem espaços com sombra. Podes é ter os betos do bar que acham que estamos em Ibiza e como tal por vezes começam a bombar música azeiteira bastante alto.
É para avançar? Segue o passeio das virtudes e começa a descer a rua Francisco Rocha Soares, a partir deste ponto escolhe tu as ruas, não tenhas medo de te perderes, se continuares sempre a descer vais dar ao rio. Tb não tenhas medo de ser roubado, o Porto é uma cidade segura. E tu dizes: "caralho batataway, diz lá por onde é que vou". Se fores preguiçoso podes descer pelas escadas que ficam no fim dessa rua, eu sugiro no entanto desceres sempre até Miragaia. Sabes de onde vem o nome? De Mirar Gaia. Duh! Ok, a verdade é que o nome vem de Gale, que significa em frente a Gaia.
O que não faltam no Porto são igrejas mas a igreja que fica na rua que acabaste de descer tem uma particularidade, é uma "igreja pobre" e é um contraste muito grande com outra igreja que passaremos em breve no nosso percurso (Igreja de São Francisco). Se puderes entrar para veres a diferença era fixe. É uma igreja simples pois era uma igreja de "pescadores". É a igreja de S. Pedro de Miragaia.
Protip: Se por acaso estiveres pela cidade na véspera do S.João, aqui é um boa zona para vir dançar e beber copos a partir das 2 das manhã. A animação de rua aqui só acaba por volta das 6h00 com um palco a bombar pimbalhada a noite toda.
Em frente vais ver edifício da antiga alfândega do porto, é habitual terem exposições ou feiras mas atenção que costuma ser pagas.
Se estiveres de frente para a alfândega vamos começar a andar para a esquerda em direcção à ribeira (Rua nova da Alfândega) e vais notar que mal começas a fazer a curva consegues vislumbrar do teu lado esquerdo a igreja de S.Francisco, é bem grande! É das igrejas mais "ricas" da cidade com um interior quase todo de talha dourada (https://3.bp.blogspot.com/-vJvx71CzzVY/V2HxLd6JUQI/AAAAAAAAKeU/W1bd8eujiyYKw1WZCmmxIvr1q2eGdas-ACLcB/s1600/11_igreja.jpg).
Hoje em dia tens de pagar para entrar (4.5€), eu prefiro gastar esse dinheiro num gin, mas tu fazes o que quiseres. Se fizeres um choradinho e disseres que acabaste de vir da igreja de S.Pedro e que só queres espreitar eles deixam-te. Ajuda se tiveres uma t-shirt com a cara do Papa chico.
Começa a entrar na Ribeira pela rua da Reboleira (é a rua mesmo em frente e que começa a descer). É uma rua tipicamente medieval e o nº55 (ou é o 59? Não tenho certeza) é uma construção cujo o rés-do-chão é medieval mas os andares superiores foram sendo construídos ao longo dos séculos. É a casa-torre da rua da Reboleira e é dos edifícios mais antigos da cidade.
Se virares logo na primeira rua vais dar a uma das minhas ruas favoritas da Ribeira, na verdade é um muro. O muro dos Bacalhoeiros, o nome provém dos barcos que descarregavam o bacalhau na alfândega e este era posto a secar nesse muro. O muro tem outra história, conheces o bacalhau à gomes de sá? A casa onde nasceu José Luís Gomes de Sá é aqui no Muro dos Bacalhoeiros.
Protip: Como turista que és podes ter a tentação de querer ficar um bocado sentado na Ribeira, não o faças. Não só preço da cerveja é alto como sobe quanto mais perto estivermos do Rio. Não existe nenhuma razão realmente válida para o fazer a não ser apenas perder tempo. Se quiseres mesmo beber uma cerveja compra numa mercearia e senta-te ao pé do Rio. PROFIT!
Segue o muro até ao fim, desce as escadas e aproxima-te do rio, agora segue pela margem. Vais encontrar uma praça com uma fonte e um escultura de um cubo. Esta zona é conhecida como o Cubo ou a praça do Cubo (o nome real é Largo/Praça da Ribeira). Do teu lado direito vais ver uma escada e uma arcada, passa pela arcada e segue em frente para veres o que é o barreto - é como se designa o interior da ribeira.
Quando encontrares uma praça atravessa novamente para perto do Rio. Como está a ficar na hora de nos começarmos a enfrascar é aqui que vamos descansar um pouco, no Peter’s Café Sport. Se calhar nunca ouviste falar do Peter’s café Sport, logo permite-me a introdução. É um bar conhecido mundialmente, e desde os anos 80 considerado um dos melhores bares do mundo. O famoso não é no Porto, mas sim na Horta, ilha do Faial. Ponto de paragem obrigatório para todos os velejadores que fazem a travessia do atlântico. É conhecido pelas suas tostas mistas e pelo gin. Não gin maricas com couves como se serve hoje em todo o lado.
O primeiro Peter’s (não sei se existem mais) a abrir fora do Faial foi aqui no Porto. Se vais queimar dinheiro na Ribeira, que seja aqui com um gin.
Quando estiveres pronto avançamos para a travessia do Rio pelo tabuleiro inferior da Ponte D.Luis I. Não digas aos teus amigos que esta é obra do Eiffel da torre Eiffel. Foi construida por um caramelo que trabalhou com o Eiffel na Ponte D.Maria que fica um pouco mais acima no Rio e que hoje está desactivada.
O nome do gajo que a fez é Théophile Seyrig e eu decorei o nome como “Pédophile Serynga”. Caso estejas a pensar “mas o que são estas colunas aqui ao lado? É da antiga ponte pênsil que foi desmontada quando se acabou a construção da D.Luis I.
Protip: Não pares a meio da ponte para tirar selfies sem avisar as pessoas que vão atrás, corres o risco de levar duas bojardas para aprenderes a não ser idiota. Os passeios são estreitos e os carros passam na ponte. Tb não te atires ao Rio que isso é a forma de sustento dos proto-gunas-macacos dessa zona.
Chegaste ao fim, parabéns, estás em Gaia. É outra cidade. Sabes quando é que Gaia é uma cidade bonita? Quando vista do Porto.
Agora estás em modo free tour, dá uma volta pela Ribeira de Gaia para depois subirmos para até ao tabuleiro superior da ponte D.Luis I.
Como estamos em hora de enfrascanço temos duas possibilidades, uma toda fina e outra mais normal. A normal é o ar de rio, senta-te cá fora e pede sangria, a fina é o último piso do espaço Porto Cruz. É um terraço onde podes beber cocktails feitos com vinhos do Porto da Porto Cruz. Ambos são fixes, depende do que te apetecer. Eu como não turista vou ali aos cafés do mercado municipal comprar umas cervejas frescas e fico sentado ao pé do Rio. Não sabes abrir uma super bock com um isqueiro? É a tua oportunidade para aprender algo novo (ou então pedes para te abrirem e poupas os dedos e o isqueiro).
Agora vamos subir até ao tabuleiro superior da ponte, novamente, dou-te duas sugestões:
Subir em passeio: Vais pela rua Cândido dos Reis (não confundir com a cândido dos Reis no Porto que é um local mais para copos e vida nocturna - É a rua do “Plano B”) e cortas para a travessa Cândido dos Reis, sobes as escadas, rua da Barroca, continua a subir, rua general torres, atravessa a rua e sobe pelas escadas, rua do pilar, continuas a subir, no topo encontras outras escadas, sobe essas escadas também, (não tenhas medo dos gunas que estão sempre no topo dessas escadas. A única preocupação deles é descobrir quantos canhões conseguem fumar por dia) e pronto estás no jardim do morro, achas a vista boa? Espera até estares no meio da ponte.
Subir modo preguiçoso versão batataway: Voltas ao início da Ponte D. Luís I, tens um edifício grande com um parque estacionamento, entras no parque como se fosses buscar o teu carro, avanças até ao fundo do parque e do lado esquerdo vais encontrar elevadores. Sobe até ao último piso, sobes a rampa de acesso ao carros e sais. Estás na calçada da serra. Sobes a rua até encontrares uma escada de pedra. No topo dessa escada e estarás no jardim do morro.
Atravessa a ponte D. Luís I pelo tabuleiro superior. A meio do tabuleiro vais ter das melhores vistas da cidade. Tira uma selfie e canta o “Porto Sentido” do Rui Veloso - https://www.youtube.com/watch?v=ch5DVcZqsu4 - “Quem vem e atravessa o rio, Junto à serra do Pilar, vê um velho casario, que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte, és cascata são-joanina, erigida sobre um monte, no meio da neblina. Por ruelas e calçadas da Ribeira até à Foz por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. E esse teu ar grave e sério, num rosto de cantaria, que nos oculta o mistério, dessa luz bela e sombria, Ver-te assim abandonado, nesse timbre parnacento, nesse teu jeito fechado, de quem mói um sentimento, E é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa rever-te nessa altivez. de milhafre ferido na asa.”
E não é que agora a letra desta música faz sentido para ti tb? Isso não invalida que o Veloso seja uma azeiteiro.
Não sei quanto a ti, mas eu estou a ficar com fome, por isso sugiro acabar de atravessar a ponte e bater umas tascas. Sim?
Acabas a ponte e continuas a subir a rua até a Sé estar do teu lado esquerdo. É fácil de identificar a Sé, é puta de grande.
Atravessa a estrada e entra pela rua Chã, segue pela Rua Cimo de Vila até encontrares a Casa Louro. O que é que achas que vamos comer? Olha para a foto do gajo que criou a tasca: https://jlmeirinhos.files.wordpress.com/2014/01/neg_casa_louro_0033.jpg - Presunto! Amigo. Presunto! Claro! Não te empanturres, temos mais tascas para bater, mas isso não quer dizer que não possas beber uma malga de tinto. Enquanto comes a tua sandes pensa no ForeverJamon e como gostavas que ele estivesse aqui contigo.
Protip: Melhor lugar para comprar misturas de caril para aquele prato com que pretendes impressionar a gaja que andas a tentar comer é na Rua Cimo de Vila.
Agora que já não estás esganado de fome, desce a rua e vira na primeira cortada à esquerda, sobe essa rua e vais encontrar a cervejaria Gazela. Eu não acho grande merda mas o pessoal garante que os cachorrinhos da Gazela é das melhores coisinhas da vida. Bebe um fino com isso que já deves estar com sede.
Terminamos o cachorro, sobe a rua e aproveita para apreciar como o Teatro S.João é bonito, isso dá-te tempo para fazer um bocadinho a digestão, podes entrar tb, é grátes.
Quem está de costas para o S. João, do lado direito aparece uma rua ao lado de um hotel todo finesse. É a rua de entreparedes e vamos seguir por essa rua e virar na primeira à direita. Aqui dou-te novamente duas opções, se fores guloso vamos mamar um gelado no La Copa (que juntamente com a Sincelo são os melhores gelados de Portugal. Que sa foda a Santini, é merda em comparação). Eu sou menos guloso e mais bêbado, por isso do outro lado da rua do La Copa vais encontrar um hotel todo moderno. Entra, apanha o elevador para o último andar. Fixe não é. Tem um problema de serviço, por vezes tens que descer um piso para avisar que queres pedir no bar do terraço. Bebe um cocktail, uma cerveja ou uma merda qualquer e aproveita o sol de fim de tarde. Diz que queres amendoins ou coisas para picar, está incluído no preço da bebida mas como o serviço é mitra e por vezes não trazem!
Descansado? Contente? Ainda bem, agora paga para ficares menos contente e apanha o elevador de volta para a rua. Segue a rua, vira à esquerda e continua até encontrares um jardim. Sobe esse troço e estás no famoso Guedes. Nada que saber, duas sandes e pernil. Uma com queijo da serra, outra sem. Para beber, se estiveres acompanhado, pede uma garrafa de vinho da casa (é verde).
Já estás a ficar com os copos? Ainda bem, ainda temos mais uma paragem já de seguida para aconchegar o estômago. Gostava mais do Buraquinho antigo, mas as papas de sarrabulho não perderam qualidade no novo. Atravessa a direito a estrada e a praça e vais encontrar, depois de subires uns 3 ou 4 degraus, uma tasca que fica num edifício cor de rosa de nome “o Buraquinho”.
Ainda não estás feliz? Ai mesmo ao lado tens o venham mais 5 para comer um prego no pão como deve ser.
Agora ou vamos para casa ou vamos para a noite.
Se vais para casa pq estás com os copos és um facadas e um conas. Eu fico sozinho, estou-me a cagar para ti! Bai lá, mariquinhas!
Se vamos para a noite, vamos começar por descer a rua Passos Manuel e ver se temos concertos ou se algo vai acontecer no Passos Manuel ou no Maus Hábitos. O Maus hábitos fica num edifício que é um parque de estacionamento e que tens que subir até ao último piso. O Passos e o Maus Hábitos ficam frente a frente. Se algo acontecer nesses lugares, porreiro é dar uma volta e esperar ou ficar a beber copos nos poveiros (é a praça que atravessaste para ir para o Buraquinho). Se não acontecer é avançar para a “baixa”. Continua a descer a rua Passos Manuel até chegares aos Aliados. Aprecia a beleza do palácio da Câmara Municipal, branco e imponente, e diz baixinho para ti: Que puta de cidade espetacular e bonita. Quero morar aqui! Quando acabares de te babar, continua em frente e sobe a Rua de Ceuta e avança para a rua das Galerias de Paris. O Café Au Lait, costuma ter concertos, o Plano B tb. O Plano B é um bom local para acabar a noite, mas tenta chegar por volta das 3h00 para não teres que lutar com imensa gente que está a tentar entrar.
Não queres ir para o Plano B e estás com fome, certo? É altura de uma francesinha pré-sono, a melhor francesinha que vais arranjar é no Pajú. Fecha por volta das 5 da manhã e é mesmo um restaurante e não um café ou um bar. É ligeiramente mais afastado e isso é bom pq assim podes limpar essa álcool todo que tens no sangue e desenvolver essa fome. Não te vou escrever como é que chegas ao Pajú pq é longo, mas é no 309 da Rua Faria Guimarães. A porta por vezes está fechada e tens que bater.
Se quiseres petiscos, o Museu da Avó na baixa fecha às 4h00. Não é a melhor coisa de sempre mas bate facilmente aquelas pizzas manhosas e os paniques.
Espero que te divirtas e se precisares de mais dicas avisa.
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