Política que data de oficina

Resumen Semanal de Noticias IX

2020.10.26 00:43 guillepaez Resumen Semanal de Noticias IX

Hola y bienvenidos al Resumen Semanal de noticias número 9. Damos las gracias a GeneracionX por esos cafecitos de la semana pasada.
Si no quieren leer acá está el video en youtube
Arrancamos con el SÁBADO de la Lealtad Peronista:
DOMINGO:
LUNES:
MARTES:
Si les está gustando este resumen no se olviden de suscribirse y dejar un like.
MIÉRCOLES:
JUEVES:
VIERNES:
Cerramos el resumen con los números de la pandemia:
Como es costumbre queremos dar las gracias por toda la buena onda que nos mandan. Si quieren darnos una mano pueden hacernos una donación mediante cafecitos o simplemente compartiendo este video que eso nos ayuda a crecer. Muchas gracias por todo.
Chao.
submitted by guillepaez to RepArgentina [link] [comments]


2019.02.22 05:31 Paralelo30 ÉPOCA - O que é o PSL, o partido do presidente

por Bruno Góes
Quando a então jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP) recebeu o aval do clã Bolsonaro para se candidatar ao Senado pelo partido do presidenciável, mergulhou com apetite na empreitada. Depois de filiada ao PSL, anunciou o astronauta Marcos Pontes como seu possível suplente e partiu para uma ostensiva campanha nas redes. Os planos de Hasselmann esbarraram no latifúndio do então deputado Major Olímpio, presidente do partido em São Paulo à época. Ele decidira que ocuparia a vaga de candidato a senador e escanteou a estreante na política. Ela buscou respaldo em Jair, como a hoje deputada federal costuma se referir ao presidente da República. Não encontrou e acabou se contentando com a disputa por uma vaga à Câmara dos Deputados e uma dobradinha com o governador paulista João Doria. Hasselmann buscou apoio partidário e encontrou solidão.
O deputado estadual Fernando Francischini dividiu com Jair Bolsonaro, por quatro anos, o desprestígio de ter o gabinete no anexo III da Câmara dos Deputados — onde não há sequer um banheiro privado para cada parlamentar. O desabono geográfico e a repulsa pela esquerda os uniram. Francischini trabalhou arduamente na campanha do presidente e foi um dos primeiros filiados ao PSL após a entrada de Bolsonaro. Recebeu a promessa de que emplacaria seu filho, Felipe, como candidato do partido à Câmara dos Deputados e que sairia candidato a uma vaga no Senado. A primeira parte do acordo foi cumprida. A segunda, não. Francischini foi afastado do núcleo duro do presidenciável pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, então presidente do partido, e começou 2019 contentando-se com uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Fernando Francischini abraçou o projeto eleitoral da sigla e recebeu, em troca, ingratidão.
Enquanto a redemocratização permitiu o surgimento de partidos que representaram interesses de classes e corporações, o PSL que deu lastro à candidatura de Jair Bolsonaro nasceu de uma empreitada individual do empresário pernambucano Luciano Bivar nos anos 90, permanecendo irrelevante no Congresso Nacional por cerca de 20 anos, até decidir dar guarida ao ímpeto eleitoral do hoje presidente. Sua média de deputados por legislatura não passou de cinco até 2018, e sua fatia do Fundo Partidário somou pouco mais de R$ 9 milhões no ano passado. Hoje, com 54 deputados, tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, ao lado do PT, e um caixa de R$ 110 milhões a serem irrigados à sigla somente neste ano.
No dia 22 novembro de 2017, Bivar recebeu representantes do Livres, um movimento de cunho liberal criado na esteira dos protestos de 2013, no hotel Golden Tulip em Brasília. O motivo da conversa era a incorporação do grupo ao partido e as possíveis candidaturas que resultariam dessa união. O vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (PHS), do Livres, foi direto ao ponto: havia rumores de que o PSL abrigaria Jair Bolsonaro. “Em determinado momento, perguntei se o Bolsonaro poderia ficar com o partido. O Bivar respondeu: ‘Bolsonaro? Bolsonaro é uma piada. A gente jamais o colocaria no partido’”, contou Azevedo. Foram quase três horas de reunião e muitas conjecturas sobre o futuro. Dois meses depois, Bivar fecharia um acordo com o advogado Gustavo Bebianno, hoje ex-ministro em desgraça nas hostes bolsonaristas. Na esteira da popularidade do presidenciável, anteviu a enxurrada de candidaturas vitoriosas que o partido teria e concedeu a Bebianno a presidência interina da sigla, permitindo que o aliado de Bolsonaro controlasse todos os diretórios do PSL, exceto o do Distrito Federal e de Pernambuco — este último sendo comandado por Bivar. Em contrapartida, Bivar conseguiu direcionar 20% do Fundo Eleitoral à campanha para seu estado. O Patriota, outro partido assediado pelo entorno de Bolsonaro, não havia enxergado vantagem em tamanha concessão e terminou escanteado.
Se o negócio, à época, foi vantajoso para Bivar e Bebianno, as pontas mal atadas começam a surgir — e causaram a primeira grande crise institucional da gestão Bolsonaro. Hoje, a campanha em Pernambuco é investigada pelo suposto uso de candidata laranja financiada por dinheiro público para beneficiar a campanha de Bivar. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, um grupo ligado ao deputado teria promovido a candidatura de Lourdes Paixão, que ganhou R$ 380 mil do Fundo Eleitoral e obteve apenas 274 votos. Ela declarou ter investido o valor na contratação de uma gráfica cujo endereço era o de uma oficina mecânica — prática corriqueira da velha política que o PSL, sob Bolsonaro, prometeu combater. O episódio culminou na ruidosa queda de Bebianno, que teria chancelado o pagamento — o que o ex-ministro nega.
A reação do PSL à derrocada do ex-homem forte de Bolsonaro foi o primeiro exemplo prático da desarticulação que norteou a chegada do presidente ao partido. O grupo de bolsonaristas mais alinhados ao Palácio do Planalto, e que coincidentemente são entusiastas do filósofo Olavo de Carvalho, como é o caso do príncipe-deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, aplaudiu a demissão de Bebianno e guardou para si qualquer crítica à forma como o desenlace ocorreu, sob a batuta do filho Carlos Bolsonaro. Os aliados de Bebianno, grupo em que se enquadram nomes como Joice Hasselmann e o também deputado Julian Lemos (PSL-PB), têm dito a interlocutores que discordam da forma como a fritura do ex-ministro foi conduzida. Lemos, nome forte da campanha bolsonarista no Nordeste, afirmou a aliados que se surpreendeu com a atitude do presidente e que desconfia ter se enganado sobre sua índole ao ver a forma como agiu com Bebianno. Nesse núcleo, a animosidade em relação aos filhos de Bolsonaro é patente — sobretudo em relação a Carlos, a quem alguns parlamentares se referem, nos bastidores, como Tonho da Lua, em referência ao personagem da novela Mulheres de areia que aparenta ter problemas psiquiátricos. O apelido maldoso é justificado, na avaliação de alguns nomes do PSL, pela incapacidade de Carlos em manter um diálogo linear e por seus rompantes de raiva. Também nesse núcleo já começa a circular uma análise um tanto pessimista a menos de dois meses do início do governo: diante da desajeitada atuação de Bolsonaro no caso Bebianno, discute-se a hipótese de a instabilidade palaciana inviabilizar o futuro do atual governo.
O restante da fauna do PSL é heterogênea e não tem liderança clara ou norte político, exceto o apoio a Jair Bolsonaro. São youtubers, policiais, militares, influenciadores digitais, ex-ator pornô e representantes de setores que embarcaram desde o início na candidatura do ex-capitão, como é o caso do agronegócio. Como todo partido nanico, o PSL não tem origem orgânica, lastreada em ideias ou projetos para o país. Mas, por influência de Bolsonaro, predominam em sua composição valores e costumes alinhados aos do capitão. Há até espaço para uma “comunista”, como vem sendo chamada a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do processo de impeachment de Dilma Rousseff, por não poupar críticas aos últimos eventos protagonizados pelo governo Bolsonaro e seu entorno familiar, a exemplo do caso Queiroz e da própria demissão de Bebianno. “É inadequado que o presidente deixe essa situação se estender por tanto tempo. Decidiu demitir, demite, para gerar um pouco mais de estabilidade para o país”, disse Paschoal. Cotada como vice no período eleitoral, ela negou a empreitada por motivos pessoais e abraçou a candidatura estadual. Mas o fato é que, entre os campeões de voto do partido — amealhou 2 milhões —, só Paschoal foi lançada à presidência de uma Casa legislativa. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, eleito com 1,8 milhão de votos, atuou apenas nos bastidores na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, apoiando Rodrigo Maia, e o Major Olímpio, que chegou ao Senado com mais de 9 milhões de votos, desistiu de sua candidatura sob o argumento de que o governo Jair Bolsonaro precisava garantir apoio da casa para governar.
Nos primeiros dias de fevereiro, logo após a posse dos deputados e senadores, não era raro encontrar, no fundo do plenário da Câmara, parlamentares do partido que não se conheciam e acabavam de ser apresentados uns aos outros. Conforme as sessões tiveram início, a bancada passou a se aglutinar nas primeiras fileiras da direita, onde poucos meses antes estavam lotados o MDB e partidos aliados de Michel Temer. Como a exposição nas redes sociais tornou-se prerrogativa no PSL de Bolsonaro, muitos de seus expoentes chegaram à conclusão de que, se ficassem mais à frente, em pé, próximos da tribuna, seriam mais facilmente captados pelas câmeras de TV. Portanto, não raro é possível vê-los eretos abaixo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o olhar perdido, em busca de um flash. Outros comportamentos de pesselistas são menos sutis para atrair holofotes, como no caso do ex-ator pornô Alexandre Frota, eleito deputado federal por São Paulo e que, no ápice da crise com Bebianno, esmagou uma laranja ao final de um discurso na tribuna. “Laranja podre, no PSL, será esmagada”, disse.
As nuances internas do PSL extrapolam o perfil diverso dos integrantes da sigla e esbarram em questões concretas. Tramitam, hoje, no Supremo Tribunal Federal (STF), ações movidas pelo PSL em seus primórdios e que contrariam parte do que é defendido pelo presidente e seus aliados. Uma delas questiona uma lei federal de 1989 que prevê a prisão temporária, um dos trunfos da Operação Lava Jato. O partido alega “desatendimento da garantia do devido processo legal”. Em uma ação de 2016 que ainda não tem data para ser julgada, a sigla contesta trecho da lei sobre organização criminosa — que, por sua vez, serviu para enquadrar muitos investigados da Lava Jato. O partido critica a suposta “criminalização” da atividade política e argumenta que a lei quebra a presunção de inocência e o princípio da dignidade humana. “É preciso impor limites aos exageros perpetrados, institucionalizando a proibição de o membro do Ministério Público externar opinião sobre os procedimentos submetidos a sua apreciação que possa causar danos à intimidade, à vida privada, à honra, à imagem e à dignidade das pessoas”, afirma processo, em clara contradição ao entendimento do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a questão.
Incongruências à parte, nada foi tão emblemático da falta de entrosamento do PSL e de sua fraca liderança na Câmara dos Deputados como a derrota na alteração da Lei de Acesso à Informação, sancionada pelo vice, Hamilton Mourão, enquanto Bolsonaro viajava para Davos, no Fórum Econômico Mundial, em janeiro. O maior partido da casa não conseguiu mobilizar uma base para manter a mudança na lei e foi derrotado pelos próprios aliados, como o DEM, que votou maciçamente contra o governo. Observadores do Salão Verde veem nessa derrota a digital da velha política: diante da fraqueza do partido presidencial, Maia quer demonstrar força para barganhar poder junto ao núcleo palaciano. Em seu primeiro intento, teve sucesso. Nas semanas que precederam a votação, pelo menos três deputados relatam o uso de métodos mais rasteiros pelo presidente da Câmara para mostrar poder: ele teria ligado para os líderes partidários sugerindo o esvaziamento da primeira reunião de lideranças convocada pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Escolhido por Bolsonaro por sua lealdade durante a campanha, Vitor Hugo ocupa posição solitária — não é encarado por colegas de partido e de casa como elo político com o governo. “Se alguém quiser mandar recado para o governo, fala com quem?”, ironizou o deputado Fernando Bezerra Filho (DEM-PE), cujo pai, Fernando Bezerra, terminou a semana como líder do governo Bolsonaro no Senado. A Casa, agora presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), sob a tutela de Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, é vista como problema menos grave para o governo do que a Câmara. Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters
O tempo que não foi gasto pelos deputados bolsonaristas para articular uma base de apoio foi dispensado a picuinhas internas de forte impacto nas redes sociais e nenhuma serventia prática. A primeira grande crise do maior partido do Brasil ocorreu em janeiro, quando 12 parlamentares foram à China a convite de autoridades locais para, entre outras coisas, conhecer o sistema de reconhecimento facial da gigante de tecnologia Huawei. Olavo de Carvalho qualificou os deputados que lá estavam de “semianalfabetos”, alegando que eles poderiam “entregar” informações dos brasileiros a Pequim. Até hoje o núcleo mais ideológico da bancada do PSL isola a chamada “bancada da China”. A Eduardo Bolsonaro é atribuída a autoria da postagem de Olavo de Carvalho.
Alguns deputados do PSL veem o comportamento exaltado de membros do partido como atitude contraproducente no momento em que os esforços deveriam se voltar para a aprovação da reforma da Previdência. Outros acham que o segredo do sucesso está justamente na postura agressiva. Carla Zambelli (PSL-SP) ganhou notoriedade ao liderar o estridente movimento Nas Ruas e concorda que é preciso rebater cada questionamento, alto e bom som, pois “é isso o que os eleitores querem”. O Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido na Câmara, vai além e diz que as brigas “na frente de todo mundo” são “um novo modelo a que muita gente não está acostumada”. Ou então, em suas próprias palavras: “Nossos debates não são atrás das portas”. Já Felipe Francischini (PSL-PR), que ocupa o lugar do pai, Fernando Francischini, pensa diferente. Desde que foi eleito, trabalha nos bastidores para estabelecer algum diálogo com os partidos e com Rodrigo Maia.
Como a esmagadora maioria dos deputados do PSL inicia o primeiro mandato, em alguns momentos a inexperiência ganha tons de comédia, como ocorreu na primeira votação da atual legislatura, no início de fevereiro. O plenário votaria uma lei sobre o bloqueio de bens de organizações ligadas ao terrorismo. Havia aval de Sergio Moro. Mesmo assim, o caos perseverou. O Major Vitor Hugo foi pressionado pela bancada da própria sigla e teve de negociar uma alteração do texto no momento em que o tema já era discutido em plenário. Parte da bancada achava que parte do texto feria a soberania do Brasil e seria uma forma de “entreguismo à ONU”. A alteração foi feita contra a orientação do Executivo, e a proposta foi aprovada. Depois do episódio, o governo passou a despachar técnicos para explicar, na Câmara, as pautas que seriam votadas. Como a palavra “China” não sai do anedotário do partido, na primeira ocasião em que os parlamentares receberam os técnicos, Carla Zambelli fez uma pergunta singela e fora do contexto da reunião. Quando esteve na comitiva, um empresário chinês havia dito que ele possuía um porto no Brasil. Ela, então, perguntou se isso não feria a soberania do país. O técnico teve de explicar que tratava-se de uma concessão privada.
Outro expoente da ala estridente é o policial do Rio de Janeiro Daniel Silveira, que participou do episódio em que uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco foi quebrada. Ele tem alardeado um projeto de lei que, se aprovado, autorizaria a cessão compulsória de órgãos de criminosos mortos em confronto, sem autorização das famílias. “Bandido morto, órgãos cedidos” é a forma sutil de anunciar a proposta em seu Twitter. No dia 7 de fevereiro, Silveira desabafou no grupo de WhatsApp da bancada. Depois de o líder do governo, Vitor Hugo, ser atacado pelo colega Julian Lemos com a ordem “lidere ou saia do posto”, ele resolveu desferir uma saraivada de críticas: “Percebi que uma boa parcela está preocupada em apertar as mãos em acordos que visam seus umbigos egocêntricos (...). Percebi que o presidente está mais sozinho que parece”. As brigas são tantas que Luciano Bivar disse, em uma ocasião, que os insatisfeitos e interessados em sair do partido poderiam valer-se de uma carta por “justa causa”, sem perder o mandato por infidelidade partidária. Ele chegou até mesmo a mandar um modelo de carta no grupo de WhatsApp da bancada.
A pulverização do partido entre ideias heterodoxas e inexperiência política fez emergir rompantes de sensatez de onde menos se esperava. A deputada Joice Hasselmann, que apareceu com algemas na tribuna da Câmara para insinuar intolerância com a corrupção, foi uma das vozes equilibradas em meio às discussões sobre a saída de Bebianno. Enquanto o ex-ministro desferia ataques velados ao Palácio do Planalto, hospedado no hotel Golden Tulip, dias antes de ser exonerado, era Hasselmann, que começou sua empreitada política disputando espaço com Major Olímpio, quem tentava contemporizar. Em uma das investidas para conter a fúria de Bebianno, ficou até a madrugada conversando com ele e a mulher no hotel. O resultado foi um avanço político para os parâmetros ainda rudimentares do PSL: Bebianno caiu atirando somente para não terminar sua breve estada no governo com a pecha de mentiroso, mas desistiu de ir além e mostrar outros áudios que possui. E que talvez não sejam do agrado do governo. Trata-se de sangue-frio digno da velha escola Renan Calheiros.
Com reportagem de Renata Mariz e Cleide Carvalho
https://epoca.globo.com/o-que-o-psl-partido-do-presidente-23469274
submitted by Paralelo30 to BrasildoB [link] [comments]


2019.01.25 15:16 jupixweb Convivir con el nerviosismo mediático actual

Fuente: https://www.jupixweb.de/2019/01/24/convivir-con-el-nerviosismo-mediatico-actual/

Continuando la traducción de entrevistas, otra vez traigo a Dirk Baecker, uno de los sociólogos más importantes de Alemania, alumno de Niklas Luhmann e impulsor de la sociología de sistemas en la actualidad. Uno de los pocos intelectuales de verdad que toman en serio al internet, sus derivados y sus consecuencias para la morfología de la sociedad futura. La entrevista, emitida en octubre pasado por la radio alemana Deutschlandkultur, puede encontrarse en mi canal de Youtube en donde también subí la transcripción original en forma de subtítulos.
Reproduzco la entrevista íntegramente aquí. La traducción, los enlaces y el subrayado1 son míos:
[Periodista] — Hace dos semanas, la antropóloga cultural Aleida Assmann dijo en la Iglesia San Pablo en Frankfurt:
„… mientras que la era de la imprenta y la de la fotografía analógica aún estaban centradas en valores como verdad, verificabilidad y evidencia, la era digital está abierta de par en par a la manipulación de información …“
Al mismo tiempo, el sociólogo Dirk Baecker publicó en estos días un libro con el título „4.0 o el hueco que deja el ordenador“. Nos encontramos con Dirk Bäcker en nuestro estudio en Berlin, y al preguntarle sobre su mirada como sociólogo en torno a las condiciones digitales del presente, nos vemos envueltos en una conversación sobre las cuatro grandes edades tecnológicas de la historia de la humanidad:
[Dirk Baecker] — Aquí comienza mi interés sobre la digitalización, no solo privado y personal, sino profesional y sociológico…
— Exacto! Eso es lo que queremos conocer: su mirada sociológica a la digitalización!
— …exactamente, ese es el quid de la cuestión: para mí, la digitalización —es decir: la utilización de aparatos electrónicos de todo tipo— reviste la misma importancia profunda para las estructuras sociales y para la cultura humana como la tuvo antes la introducción de la imprenta, antes de eso la introducción de la escritura y antes de eso la introducción del lenguaje. Quiere decir: estamos retomando a pensadores como Marshall McLuhan, Friedrich Kittler y otros al hablar de las cuatro grandes Edades Tecnológicas de la Historia de la Humanidad
— cada una de las cuales fue inconmensurablemente larga…
— ¡Y son cada vez más cortas! Tenemos una lengua desde hace… no se sabe con precisión, solo podemos conjeturar una aproximación de acuerdo al tamaño del cráneo o a estructuras mandibulares… pero [el lenguaje] debe haber caído a la tierra aproximadamente hace treinta o cuarenta mil años… Hay una frase muy bonita de William Burroughs, „Language is a virus coming from outer space“: La lengua es un virus venido del espacio exterior… porque ¡fue tan precipitado! Repentínamente ya no estábamos solamente cara a cara, sólo corporalmente con los demás; de repente comenzamos a oír palabras ¡de las que nunca podemos estar seguros a qué se refieren exactamente! Es lo que yo llamo „El problema de Refrencia de la Lengua“, que fue tan repentino que obligó a la manada primordial —si es que puede llamársela de esa manera— a organizarse en tribus cuya función principal consistía en darle forma a ese problema y a la solución de ese problema (¡y no a la lengua en sí misma!) Ese problema debió ser controlado para que no cualquiera, en cualquier momento, le dijera a cualquier otro cualquier cosa que se le ocurriera…
— Entonces: hace treinta, cuarenta mil años: 1.0, la lengua, la oralidad
— Sí; oralidad. Y después tenemos hace aproximadamente ocho mil años la aparición de la escritura
— 2.0
— 2.0: y más específicamente, hace aproximadamente cinco a cuatro mil años: la escritura alfabética, la condición necesaria para que esa oralidad fluída, esa lengua fluyendo alrededor de nuestros oídos pueda fijarse, observarse… El concepto de „análisis“, el desmenuzamiento de la visión aparece, así, con los griegos; y la sociedad sufre una explosión de horizontes temporales; porque escribir es: poder leer lo que se escribió ayer, escribir lo que deberá ser leído mañana, súbitamente aparece la necesidad de tener conceptos como „pasado“, „presente“ y „futuro“… Otra vez apareció una nueva estructura social, la llamada „sociedad estratificada“… es decir, organizada en estratos sociales… la civilización greco-romana debió así transitar los retos del nuevo… con palabras de Luhman, del nuevo „superavit de sentido“, es decir: más formas, más símbolos de los que pueden ser procesados en un momento dado
„Estratificado“ significa „en capas“, una sobre la otra… ¿y no las había antes de la escritura?
— No en esa dimensión diferenciadora, entre nobles y plebeyos por ejemplo… por supuesto, había jefes, había jerarquías, también había palacios, había segmentos en donde se adivinaba una estratificación más acentuada…
— „En capas“
— Sí, en capas, que formaban un órden estabilizador de la sociedad que, en esencia, funcionaba de forma tal que si habías nacido en ese estrato ya no podrías abandonarlo nunca más. Es, por así decirlo, lo… „dramático“ de la estratificación social: que se define „qua nacimiento“. Y esto es lo que vino a romper la sociedad moderna, al inventar al individuo, que se abre camino a través de esas capas (que aún existen, pero mucho más debilitadas). Ahí aparece el 3.0. El 3.0 es muy interesante porque la introducción de la imprenta es responsable de la aparición de la sociedad moderna…
— ¡Pero aquí hay una diferencia importante! ¡“Lo Escrito“ no es lo mismo que „Lo impreso„!
— ¡Correcto! Con la imprenta aparecen „los escritos“, que son libros, son periódicos, son volantes, son billetes, son documentos oficiales, son diplomas de escuela…
— ¡Es la biblia!
— Sí, la biblia también pertenece a este grupo… curiosamente, Gutenberg inventó la imprenta para distribuír masivamente la biblia. Cosa que rápidamente se convirtió en una blasfemia, pues la biblia estaba reservada a los ojos de los sacerdotes y nunca fue para el pueblo; y al principio se pensó „bien, quizás podamos contrarestar las nefastas consecuencias de la imprenta si con ella distribuímos únicamente la biblia“, pero pronto se tuvo que aceptar que también servía para distribuír otros escritos… Aparecieron los „humanistas„, que en el siglo XV y XVI eran los „Content Provider“ de la imprenta, así es como los denominaríamos hoy; y el truco consistió en que… (por supuesto que esto sucedió luego de la alfabetización generalizada, es algo que tardó décadas, o más bien siglos en llegar), el truco fue que con la imprenta cualquiera podía informarse sobre cualquier tema, sobre el estado de la jardinería, de la democracia, las inversiones, la educación… lo que sea. Y el resultado fue que cualquiera que hubiera leído podía criticar a cualquier otro en cualquier momento. La imprenta moderna es una crítica en la que todos pueden criticar a todos en todo momento, y que, además debe ser aceptada por todos.
— ¿Por qué? Porque se puede revisar…
— Porque los demás también leyeron y comienzan a decir cosas. Kant tiene un pequeño ensayo, „¿Qué es la ilustración?“ Y en las primeras páginas aparece el espanto: ¿Qué hacemos con estos „privados“… es decir, con estos hombres que sentados en sus casas, sin que nadie pueda controlarlos, leen cosas… ¡Cualquier cosa! Sin tener los medios para controlar si lo que leen es verdadero o falso, y sin embargo, salen de sus casas y van al mercado (o a dónde sea) y pregonan cualquier cosa que se les haya ocurrido durante esa lectura?
— Estos „privados“ son, si mal no recuerdo, quienes construyen la esfera pública… o sea que son los privados quienes hacen lo público…
— Bien, sí, esa es la descripción enfática, por así decirlo de la conveniencia de un estado en realidad intolerable…
— Y eso encaja perfectamente con un público que actualmente está marcado por fenómenos como Twitter u otras redes sociales, en donde el chiste reside, justamente, en que estoy solo en mi habitación y… escupo cosas al mundo con una mayor incontinencia que la que observaría en otros contextos, en una reunión por ejemplo (probablemente en coincidencia con la crítica actual)
— Bien, en primer lugar aquí hay que decir que la esfera pública clásica de la burguesía era un medio de control. En efecto, Kant propuso en su escrito „¿Qué es la ilustración?“ que los eruditos únicamente pudieran hablar cuando en el mismo espacio hubiera un segundo erudito, para que el segundo pudiera controlar al primero. Lo que nadie podía prever era que la gente que leería los diarios sería criticada por el propio diario y por otra gente que también había leído los diaros. Ese era un proceso que, comparado con lo que experimentamos hoy, requiere tiempo. Por lo menos necesita de un día entero, hasta que, por así decirlo, cada uno hubiera leído su diario y fuera a su lugar de reunión, en el salón, el café o donde sea… Pero el resultado fue que lo que aparecía en los diarios y lo que se imprimía en los libros podía ser controlado de manera feroz por alguna autoridad: el redactor, el autor, etc. Muchas cosas eran posibles, ¡pero no todo! La situación en la que hoy nos encontramos, es… como se dice habitualmente y sin ninguna ironía: la tertulia se ve extendida a la esfera pública; y cualquier comentario al azar que se le ocurre a cualquier persona en cualquier lado, encuentra su lugar, incontrolablemente, en los posteos de las plataformas de este mundo. Nos encontramos ante una situación totalemente diferente, porque las autoridades, las opiniones aceptadas por todos, los antiguos canales por donde fluía aquello que debía ser comunicado… ya no existen. Aún así, considero que la diferencia entre lo público y lo privado es importante; pero no le daría más importancia de la que se merece. En cuanto nos enfrentamos a algún tipo de medio (ya sea lengua, escritura, imprenta o electrónica) tenemos que lidiar con efectos públicos; y la dificultad que aparece al intentar escapar de la esfera pública (que cominza en la calle), al intentar recluírnos en nuestra habitación a solas para preparar el discurso público… quiero decir: al pensar en algo y decirlo, en ese momento ya nos encontramos dentro de lo privado y lo público a la vez.
— Y también es característico para la época de la imprenta que se tenga algo concreto entre las manos, ya no podemos decir —como en la época oral—, „dije esto y aquello“, o afirmar cosas, o girar fluídamente en torno a los temas; Por el contrario, existe una mayor persistencia y verificabilidad en esta época.
— Sí; una verificabilidad, un comentabilidad… y surge la idea, por primera vez, que los escritos mejoran con el tiempo, que son mejores cuanto más jóvenes son; y no peores, como se creía en la antigüedad (al tener que copiar los manuscritos a mano, con cada copia se producían más y más errores) . Para mejorar es necesaria la crítica; y la posibilidad del comentario es una forma de control crítico.
— ¿De cuándo data la época de la imprenta? ¿La época de la Humanidad 3.0?
— En efecto, surge con la aparición de los tipos móviles; ese sería el momento más visible, más potente. Comienza en 1520, y termina… ¿en treinta o cuarenta años? Por supuesto, todavía nos encontramos en medio del proceso. No hay „cortes duros„, no hay una fecha exacta, no podemos decir „en octubre de 1973“ comenzó la Sociedad Próxima, es decir: la Sociedad del Ordenador… estas cuatro Edades Tecnológicas se superponen unas a otras. Lo podemos notar en este mismo momento: todavía tenemos que lidiar con el problema del lenguaje.
— ¡Absolutamente!
— ¿Quién dice qué cosa al utilizar qué palabra?
— Y hacia allí apuntaba mi siguiente pregunta: luego de hablar del „4.0“, ¿En donde se encuentra esto que estamos haciendo? ¿Dónde ubicamos a la radio? Porque al mismo tiempo estamos en un ámbito plenamente oral, en una conversación que, así como está sucediendo, no puede leerse en ningún lado y nadie sabe exactamente que pasará a continuación, ni predecir nuestra experiencia… Si lo ubicamos históricamente, diría Edad de la Humanidad 1.0, que venimos arrastrando hace treinta mil años… Y por otra parte, todo esto terminará en un archivo digital
— La radio es sin lugar a dudas 4.0. Es un medio electrónico; electrónico porque puede controlar su propia conexión (es decir: porque posee los medios técnicos para hacerlo), es un medio masivode distribución, de distribución de comunicación (potencialmente) a cada habitante del planeta, si bien es cierto que está atrapada en el famoso modo de „un solo canal„: en este momento ningún oyente puede interrumpir el flujo de las ideas que estamos aquí… „torturando„, estuve a punto de decir [risas]
— ¡Solo yo puedo interrumpirlo!…
— Sí, ¡Ud. puede hacerlo! Quizás pueda decirlo así: creo que la radio todavía está muy influenciada por cierta autopercepción, que mantuvo durante mucho tiempo, de ser la traducción de un producto escrito, una especie de revista… una revista que no existe en papel, sino en el medio del éter; y que muy lentamente fue creciendo y adoptando sus propias verdades electrónicas, podría decirse su conectividad extrema, su apertura a comentarios de todo tipo… de música, de sonido… y también del lenguaje, de noticias, de publicidad, de entretenimiento y seriedad, etc etc etc… en intercambio permanente con los oyentes. Quiero decir: todos recordamos la hipótesis de Bertolt Brecht, quien basado en la radio de los años veinte se imaginó el surgimiento de algo muy parecido a lo que pasó después con la aparición de internet: que llegaría un momento en el que los periodistas, con el micrófono en mano, recorrerían las calles de la ciudad entrevistando a la gente sobre cualquier tipo de cuestiones y que eso sería transmitido instantáneamente a todas partes del mundo.
~ SEGUNDA PARTE ~
— Está escuchando Deutschlandfunk Kultur: el programa de filosofía „Sein und Streit“, y estamos conversando sobre la digitalización con el sociólogo Dirk Baecker, quien publicó en estos días un libro con el título „4.0 o el hueco que deja el ordenador“. La segunda parte del programa se refiere a lo dicho por la antropóloga cultural Aleida Assmann, quién hace pocos días dijo lo siguiente:
„Mientras que la era de la imprenta y la de la fotografía analógica aún estaban centradas en valores como verdad, verificabilidad y evidencia, la era digital está abierta de par en par a la manipulación de información. En abril de este año, un empleado de Google publicó un video que mostraba a Obama diciendo algo que nunca dijo, pero que parecía increíblemente real. Imitando su mímica de forma orgánica y natural. Dentro de poco, cualquiera podrá poner palabras en boca de otros, en el sentido más exacto de la expresión, y nadie será capaz de distinguir en realidad quién es el autor de lo dicho.“
— Sr. Baecker ¿Comparte esa idea sobre la manipulación de la información bajo las condiciones digitales del presente?
— En principio, es una observación correcta, pero existen algunos aspectos que no comparto. En primer lugar, no creo que el fenómeno de las Fake News sea algo tan pero tan nuevo: en el siglo XIX, en el siglo XVIII, ya tuvimos escándalos en los cuales nunca se supo que era verdad y qué era Fake News; pensemos por ejemplo en el caso Dryfus. La palabra „Feme“ (el „rumor“), es una palabra anqituísima, de la que ya se ocupaban los romanos y los griegos, concepto sobre el cual podemos leer en Homero y en Heródoto; el rumor, es decir: la noticia aparentemente cierta, pero probablemente falsa, ha sido la causante de conflictos y guerras, porque irrita a la gente, la enfurece y la lleva a tomar las armas en cuanto se le presenta la oportunidad de ir a la guerra
— Pero también podemos decir que hoy todo transcurre mucho más rápido, porque podemos manipular las imágenes muy fácilmente desde nuestros smartphones y subirlas a Instagram… o pongamos otro ejemplo, uno que ocurrió hace pocas semanas, pocos meses y tuvo gran relevancia política aquí en Alemania: comienza a circular por la red un video sobre los sucesos en Chemnitz, y nadie puede decir con seguridad si fue manipulado o no, y ese video se transforma en muy poco tiempo en una cuestión política, si es real o no, si es fake o no…
— Efectivamente, todo sucede más rápido. También puede corregirse más rápido. En mi opinión, el fenómieno más interesante es el siguiente: ¿cómo surgen estas „burbujas“ de gente, de grupos, de clanes, si lo desea: de redes, las cuales son altamente receptivas a las Fake News y que depositan su fe a cualquier precio el ellas, lugares en dónde las Fake News deben y quieren ser creídas? Creo que ahí se pone interesante, podemos decir que nos enfrentamos a un fenómeno doble, una cara del cual… o mejor dicho: nos enfrentamos a las dos caras de un mismo fenómeno: por un lado está la sobreexigencia que experimentamos por la multiplicidad de informaciones que aparecen durante la… podríamos decir „exploración relajada“ de la red; la sobreexigencia de encontrarnos permanentemente con informaciones que se contradicen, de no saber quién las puso ahí ni porqué, ni saber dónde encontrar mecanismos de autocontrol; y que por eso producen la impresión de encontrarnos solos ante nuestra propia sobreexigencia; y de acuerdo al grado de presión, al grado de emergencia experimentado en la tensión entre el querer-comprender y el ya-no-poder-comprender, nos refugiamos en lo que siempre quisimos creer.
William James escribió en los „Principios de la psicología“… En el año 1890… El hermano de Henry James, cofundador de la psicología pragmática, escribió: „los hombres creeríamos cualquier cosa, si tan solo pudiéramos“, y las burbujas que se cristalizan en torno a las Fake News son… grupos de gente que quieren creer lo que quieren creer; y que cultivan —en el sentido más amplio de la palabra—, las Fake News como objeción a un mundo que no pueden ni quieren comprender. Quiero decir: todas estas palabras, „Prensa Hegemónica“, „Elite“ y todo eso que últimamente está tan en boga, son palabras que describen la sobreexigencia ante un discurso con el que esta sociedad, en su modus operandi moderno de una esfera pública razonable, se auto-in-forma. La sobreexigencia aparece cuando no se encuentra el trabajo que se está buscando, la sobreexigencia aparece cuando ya no se encuentran puntos en común con una sociedad (¡qué se yo de qué manera!) homogénea, y ahí es cuando se recae en el cultivo de las Fake News, que en esencia subsisten no porque deban ser creídas, sino porque otros creen en ellas; es decir: porque otros las comparten.
— ¿No aparece ahí otro juicio sobre el estado actual de la esfera pública digital, según el cual se tiende a la histeria, que todo sucede muy rápido, que es muy vertiginoso, etc.?
— Creo que sí. Aunque no estoy seguro en qué medida esa „histeria“ no sea parte de la descripción externa; ya que que podemos experimentar en nuestra propia… Yo, por ejemplo, lo noto en mi propia dinámica con el E-Mail o en Twitter: la vida en el mundo de los aparatos digitales, de los medios electrónicos, es una vida que posibilita el contacto permanente, y por momentos no solo lo posibilita sino que hasta lo impone, pero que puede ser controlado por nosotros (¡y esto es muy importante!) en la medida en la que participamos del contacto permanente pero siempre a nuestro propio rítmo. Eso que algunos denominan „histeria„,ese tipeo permanente sobre la pantalla de nuetrsos smartphones, para otros es una acción tranquilizante de la comprobación del hecho de que todo está bien: „Nada grave ha pasado, la vida de nuestros familiares continúa por los caminos habituales, en las oficinas, en las secretarías todo está bien, podemos volver a nuestras actividades analógicas“. Es decir: por un lado estamos fascinados (¡y esto también hay que decirlo!) por un lado estamos fascinados por la velocidad con la que somos capaces de comunicarnos con familia y compañeros de trabajo, y por otra parte buscamos todo el tiempo alejarnos de la posibilidad de la comunicación instantánea al asegurarnos de que no sucede nada preocupante; y eso solo es posible si chequeamos nuestros smartphones y después continuamos con nuestras actividades habituales.
— Suena como una descripción empática y sensible de lo que otros denominarían „Adicción al Smartphone“. Está explicando por qué estoy todo el tiempo mirando la pantalla de mi smartphone…
— Sí, bueno… sencillamente no tengo nada que ver con esa descripción, no es mía… Quizás yo mismo sea adicto, los adictos no son conscientes de su condición. Mientras uno crea que tiene las cosas bajo control, uno cree que está libre… libre de los efectos dañinos; y es eso justamente lo que nos introduce en la adicción, desde Baetson que lo sabemos, que describió el fenómeno estudiando a los alcohólicos… alguien que sostiene el vaso y dice „puedo beberte porque no me controlas“, y luego bebe, se convierte así en un adicto.
— Porque la situación se repite…
— Porque la situación se repite. Como dije, esa descripción no es mía; la puedo compartir, la puedo aceptar… pero pienso que ese tipo de crítica a menudo aparece junto a otra descripción paralela sobre la banalidad del contenido de la comunicación. „Estoy caminando en Broadway mientras me como un Hotdog“ ¿A quién le importa? En seguida los críticos de la „histeria“ y la „adicción“ hacen esa pregunta.
— Y las imágenes… que circulan en las redes de los platos de comida… las fotos de los Spaghetti…
— Sí, bueno, debo reconocer que a veces a mí también me molestan un poco [risas]; pero aún así: en medio de este mundo cada vez más nervioso (o quizás siempre haya sido igual de nervioso), es un pequeño, insignificante y maravilloso mensaje que le dice a los demás: „¡Todavía estoy aquí!“ „¡Me interesa lo que están haciendo!“ „Creo que a Uds. también les puede interesar lo que yo estoy haciendo, les envío esta foto y sigo comiendo!“ Lo repito una vez más: es una forma de conectividad tranquilizadora en el medio inquietante del Ordenador.
— Y en este marco, si volvemos a preguntar ¿Cómo, bajo estas circunstancias, se puede construír una esfera pública funcional…? ¿Cómo hacemos? Quiero decir; un público que bajo estas circunstancias… cómo dijo Ud. mismo: es propenso a la falsificación, al Fake, a lo estéril, es propenso a… ¿Cómo decirlo? Propenso a cosas banales que son adictivas.
— Creo que aquí sirve olvidar el singular: no hablar de „el público“ o „la esfera pública“, sino de „los públicos“ y „las esferas públicas“ en entender que existe un publico político, un público estético, un público educativo, un público religioso… Existe hasta una esfera pública del derecho, por ejemplo. Eso implica que la gente sabe perfectamente cuál es su área de interés y siempre está en condiciones (siempre y cuando no esté operando en el estado de amenaza y sobreexigencia del que hablamos antes) siempre está en condiciones de switchear entre lo que está haciendo y lo que no está haciendo, y de observar si lo que está haciendo sigue teniendo sentido… Yo hablaría de „los públicos“ y „las esferas públicas“, en plural.. Y también me parece importante observar, como lo hizo el sociólogo Gabriel Tarde en 1910, me parece importante observar el proceso de retroacoplamiento que se produce entre el público (o si quiere: una parte del público) y su proveedor de opinión correspondiente (por ejemplo el teatro, o el partido, o la iglesia, o cualquier productor de informacion que se le ocurra); un proceso de retroacoplamiento que se produce en un sendero muy angosto y que produce choques y fenómenos de control de aquello que se considera interesante, controlable, productivo; qué es entretenimiento, qué es publicidad, qué es quizás una noticia que amenaza con cambiar cosas o dar lugar a otras… En definitiva, no me importa tanto esa esfera puntual de lo público como representación de la sociedad en su conjunto, ni el desarrollo de una racionalidad social, como lo postula Habermas; si no que por el contrario, confío más el el conjunto de todos los públicos, cada uno de los cuales persigue intereses muchas veces irracionales, pero que en su interacción pueden potenciarse y frenarse unos a otros.
— Y que sin embargo conforman una serie, un „ensamble“ de esferas públicas…
— Funciona, sí, pero en el sentido que de extisten, de que „son„. No me animo a afirmar que cumplan una función positiva para algo, más allá de concentrar atención.
— Su perspectiva también está marcada por, o por lo menos Ud. hace incapié en su libro, que la digitalización de la sociedad… Que la expresión „Digitalización de la Sociedad“ funciona en dos direcciones: La sociedad es digitalizada; y la digitalización es socializada, podría decirse…
— La sociedad es el actor de la digitalización, de alguna manera hay que poner en marcha el aparato digital… hay una ejemplo muy bonito: en los hospitales de este mundo el ordenador tardó cuarenta años en pasar de los sótanos de los centros de cómputos a la cama del paciente… Cuarenta años…. quiere decir que hubo un actor que estaba interesado utilizar ordenadores; y al mismo tiempo (lo muestra la historia) el ordenador es el medio que digitaliza la sociedad(„Sociedad“ en genitivo objetivo). Y uniendo estos dos fenómenos, al final, nos encontramos con una sociedad que se digitaliza a sí misma. Así, nosotros estamos en control…
— Nosotros en el sentido de „Nosotros los seres Humanos
— Nosotros los seres Humanos en esta Sociedad, en donde al mismo tiempo estamos hablando (¡y con razón!) de que los ordenadores son los que determinan cómo interactuamos con los ordenadores
— Llegados a este punto quisiera que pudiera extenderse un poco sobre el tema, sobre todo pensando en el subtítulo de su libro, que suena ta poético… „El hueco que deja el ordenador“, en referencia a Alexander Kluge y su libro „El hueco que deja el diablo“… Aquí el diablo es el ordenador. ¿Cuál es el hueco que deja el ordenador?
— El hueco que deja el ordenador es el hueco en el que la sociedad, con sus formas tradicionales de la Política y la Economía, de la Justicia y de la Religión, etc., de la Familia, con esas formas heredadas, intenta modificar o conservar esa tradición, a favor de una vida con el ordenador y en el ordenador. Dicho más claramente: ningún software, ningún algoritmo puede decirnos cual ha de ser el correcto funcionamiento de la economía o de la política o de la familia; los aparatos digitales y los medios electrónicos están a la espera de que a esta sociedad se le ocurra una idea sobre cómo ensamblar todo, sobre cómo usarlos.
— ¿Es una llamada a la Libertad Humana? ¿A a capacidad de acción?
— Sí, quizás, pero yo no quisiera enfatizarlo tanto porque esa libertad está limitada por las posibilidades técnicas, que están en gran parte predeterminadas
— El hueco que deja el ordenador no es demasiado grande entonces…
— El hueco que deja el ordenador es solo el hueco del diseño de ciertos paquetes de software, y de la utilización de esos paquetes de software… En el hueco que deja el ordenador no hay lugar para preguntarse si podemos esquivar o evitar el ordenador. Ya no podemos.—
  1. En la traducción intenté mantener el carácter oral de la entrevista, lo que no pocas veces desembocó en repeticiones y una cierta falta de coherencia estilística que espero sepan disculpar.
submitted by jupixweb to filosofia_en_espanol [link] [comments]


2018.04.10 06:52 MexWevC All-American paradox: U.S. has long struggled with love-hate relationship with immigrants /Paradoja de todos los estadounidenses: Estados Unidos ha luchado durante mucho tiempo con la relación de amor-odio con los inmigrantes

PRIMERA ERA, 1840 a 1880
Los inmigrantes pobres y no calificados del norte de Europa y Asia llegaron a los Estados Unidos a mediados del siglo XIX. La mayoría de los inmigrantes europeos eran alemanes e irlandeses, y según la ley se los consideraba "blancos libres" capaces de obtener la ciudadanía.
La ciudadanía no era una opción para el creciente número de inmigrantes chinos y asiáticos que se establecían en la costa oeste. Estos inmigrantes eran blancos constantes de abuso y se suponía que las mujeres chinas eran prostitutas.
La creciente animadversión contra los asiáticos en todo el país condujo a leyes discriminatorias que permanecerían en los libros durante décadas. Leyes aprobadas durante esta era
1870: Ley de Naturalización
Permitió que los inmigrantes africanos y los afrodescendientes se convirtieran en ciudadanos estadounidenses. Otros no blancos siguieron sin poder obtener la ciudadanía.
1875: Ley de Exclusión Asiática
Estableció una regulación federal de inmigración.
Prohibido traer asiáticos a los EE. UU. Sin su consentimiento y abastecer a los asiáticos para el trabajo.
1882: Ley de Exclusión China
La primera ley para limitar la inmigración basada en una etnia específica.
Los "trabajadores calificados y no calificados y los chinos empleados en la minería" no podrán venir a Estados Unidos durante 10 años. Los tribunales estatales y federales prohibidos no otorgaron la ciudadanía a los inmigrantes chinos (esos tribunales tenían tanto poder en ese momento). El acto se extendió repetidamente a lo largo de las décadas, pero fue derogado en 1943 durante la Segunda Guerra Mundial para mantener una alianza militar con China. SEGUNDA ERA, 1890S A 1920S
Durante la próxima ola de inmigración, las leyes continuaron apuntando a los asiáticos, pero también trataron de desalentar la inmigración del sur y el este de Europa.
Los pobres, los enfermos y aquellos que defienden ciertas creencias políticas no podían ingresar bajo otras leyes nuevas. Las leyes que desalentaban la inmigración del sur de Europa, principalmente de Italia, reflejaban un sentimiento anticatólico generalizado. Leyes aprobadas durante esta era
1891: Ley de Inmigración
Estableció una Oficina de Inmigración federal y permitió la deportación ilegal de inmigrantes en el país o la exclusión de leyes anteriores.
También se prohíbe llevar personas a los EE. UU. Ilegalmente y prohibir una amplia variedad de personas, incluidos los polígamos, mendigos, "idiotas" y "personas que padecen una enfermedad contagiosa repugnante o peligrosa".
1892: Ley de Geary
Extendió la Ley de Exclusión de China por 10 años más.
Personas requeridas de ascendencia china, ya sean inmigrantes o nacidas en los Estados Unidos, para obtener documentos de identidad y portarlos en todo momento o enfrentar una prisión o deportación.
1921: Ley de cuotas de emergencia
Creó las primeras cuotas numéricas para la inmigración basadas en la nacionalidad para desalentar la inmigración desde el este y el sur de Europa, cuya gente era ampliamente considerada antiamericana debido a sus afiliaciones políticas y religiosas.
1924: Ley Johnson-Reed
Estableció un sistema de cuotas basado en el país de origen. Los inmigrantes del norte de Europa tenían más posibilidades de que se les permitiera quedarse que cualquier otro grupo, y los inmigrantes japoneses estaban prohibidos.
Inmigración anual limitada a 165,000, escalando casquetes anteriores. ERA ACTUAL, 1960S A PRESENTE
El sistema de inmigración vigente hoy comenzó a tomar forma con la Ley Hart-Celler de 1965, que eliminó el sistema de cuotas basado en el origen nacional.
Como reflejo de las condiciones globales más amplias, las leyes posteriores abordaron a los refugiados, la seguridad fronteriza o la inmigración ilegal. Las acciones ejecutivas del presidente Barack Obama provocaron elogios y críticas. Leyes aprobadas durante esta era
1965: Ley de Inmigración y Nacionalidad (Ley Hart-Celler)
Cambió drásticamente la política de inmigración al eliminar el sistema de cuotas basado en el origen nacional. La ley hizo hincapié en la admisión de trabajadores calificados y la reunificación familiar. No hubo límites en el número de familiares inmediatos de ciudadanos estadounidenses admitidos por año.
1986: Ley de Reforma y Control de la Inmigración (Ley Simpson-Mazzoli)
Una de las leyes de inmigración más radicales en la historia de los Estados Unidos, que permite la residencia permanente de los trabajadores que han vivido ilegalmente en los EE. UU. Desde 1982 o han trabajado en determinados trabajos agrícolas. La ley otorgó a casi 3 millones de personas un estatus legal, denunciado por muchos como "amnistía".
Pidió una aplicación más estricta de la frontera y sanciones a los empleadores que contratan ilegalmente a personas en el país (los críticos dicen que a las sanciones les faltaron los dientes y se aplicaron de manera desigual). Niños protegidos de aquellos legalizados por el acto de deportación. Creó una visa para trabajadores agrícolas temporeros y temporales, y el techo de inmigración anual aumentó a 540,000.
2002: Ley de Seguridad Nacional
Creó el Departamento de Seguridad Nacional después de los ataques terroristas del 11 de septiembre de 2001.
Creó un sistema electrónico de datos para mantener información sobre la admisión de inmigrantes y sobre posibles motivos de expulsión del país.
2012: Acción diferida para llegadas infantiles (DACA)
Una acción ejecutiva, no una ley, que protegió a más de 752,000 jóvenes adultos de la deportación.
Concedieron permisos de trabajo por dos años a ciertas personas de entre 15 y 30 años que fueron traídas ilegalmente a Estados Unidos cuando eran niños.
2014: Acción diferida para padres de estadounidenses y residentes permanentes legales (DAPA)
Una acción ejecutiva, no una ley, que buscaba eliminar la amenaza de deportación para más de 4 millones de padres inmigrantes de ciudadanos estadounidenses o residentes permanentes legales.
La implementación de DACA fue inicialmente bloqueada por un juez federal. En junio, la administración Trump anunció que estaba terminando el programa.
INMIGRACIÓN EN LA ERA DEL TRUMP
El presidente Trump, quien tomó medidas drásticas contra la inmigración ilegal como una pieza central de su campaña, ha incrementado los esfuerzos de deportación y continúa pidiendo un muro en la frontera entre Estados Unidos y México.
2 de agosto: Proyecto de Ley de Reforma de la Inmigración Americana para un Empleo Fuerte (RAISE)
Trump respaldó esta medida que, en una desviación de la Ley Hart-Celler de 1965, crearía un sistema de inmigración basado en el mérito y las habilidades en lugar de las conexiones familiares. Se estima que la medida reduciría la inmigración legal a la mitad.
https://www.denverpost.com/2017/08/18/us-struggle-love-hate-relationship-with-immigrants/
FIRST ERA, 1840s TO 1880s
Poor and unskilled immigrants from Northern Europe and Asia poured into the United States in the mid-1800s. Most of the European immigrants were German and Irish, and under the law they were considered “free white persons” able to achieve citizenship.
Citizenship wasn’t an option for the growing numbers of Chinese and Asian immigrants settling on the West Coast. These immigrants were constant targets of abuse, and Chinese women were largely assumed to be prostitutes.
The growing animus against Asians across the country led to discriminatory laws that would remain on the books for decades. Laws passed during this era
1870: Naturalization Act
Allowed African immigrants and those of African descent to become U.S. citizens. Other nonwhites remained unable to obtain citizenship.
1875: Asian Exclusion Act
Established federal regulation of immigration.
Prohibited bringing Asians into the U.S. without their consent and supplying Asians for labor.
1882: Chinese Exclusion Act
The first law to limit immigration based on a specific ethnicity.
Prohibited “skilled and unskilled laborers and Chinese employed in mining” from coming to the U.S. for 10 years. Prohibited state and federal courts from granting citizenship to Chinese immigrants (those courts had such power at the time). The act was extended repeatedly over the decades but repealed in 1943 during World War II to maintain a military alliance with China. SECOND ERA, 1890S TO 1920S
During the next wave of immigration, laws continued to target Asians, but also tried to discourage immigration from Southern and Eastern Europe.
The poor, the sick and those espousing certain political beliefs were barred from entry under other new laws. Laws discouraging immigration from Southern Europe — mainly from Italy — reflected widespread anti-Catholic sentiment. Laws passed during this era
1891: Immigration Act
Established a federal Bureau of Immigration and allowed deportation of immigrants in the country illegally or excluded by previous laws.
Also prohibited bringing people to the U.S. unlawfully and banned a wide variety of individuals, including polygamists, paupers, “idiots” and “persons suffering from a loathsome or a dangerous contagious disease.”
1892: Geary Act
Extended the Chinese Exclusion Act for 10 more years.
Required people of Chinese ancestry, whether immigrants or U.S.-born, to obtain identification papers and carry them at all times or face prison or deportation.
1921: Emergency Quota Act
Created the first numerical quotas for immigration based on nationality to discourage immigration from Eastern and Southern Europe, whose people were widely considered un-American because of their political and religious affiliations.
1924: Johnson-Reed Act
Established a quota system based on country of origin. Northern European immigrants had better chances at being allowed to stay than any other groups, and Japanese immigrants were prohibited.
Limited annual immigration to 165,000, scaling back earlier caps. CURRENT ERA, 1960S TO PRESENT
The immigration system in place today began to take shape with the 1965 Hart-Celler Act, which eliminated the quota system based on national origin.
Reflecting larger, global conditions, later laws addressed refugees, border security or illegal immigration. Executive actions by President Barack Obama prompted praise and criticism. Laws passed during this era
1965: Immigration and Nationality Act (Hart-Celler Act)
Dramatically changed immigration policy by eliminating the quota system based on national origin. The law placed an emphasis on admitting skilled workers and family reunification. There were no limits on the number of immediate family members of U.S. citizens admitted per year.
1986: Immigration Reform and Control Act (Simpson-Mazzoli Act)
One of the most sweeping immigration laws in U.S. history, allowing permanent residency for workers who had lived in the U.S. illegally since 1982 or worked in certain agricultural jobs. The law gave almost 3 million people legal status, denounced by many as “amnesty.”
Called for stricter border enforcement and sanctions on employers hiring people in the country illegally (critics say the sanctions lacked teeth and have been applied unevenly). Protected children of those legalized by the act from deportation. Created a visa for temporary, seasonal agricultural workers, and the annual immigration ceiling rose to 540,000.
2002: Homeland Security Act
Created the Department of Homeland Security following the Sept. 11, 2001, terrorist attacks.
Created an electronic data system to maintain information on the admission of immigrants and on possible grounds for removal from the country.
2012: Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA)
An executive action, not a law, that shielded more than 752,000 young adults from deportation.
Granted two-year work permits to certain people ages 15 to 30 who were brought to the U.S. illegally as children.
2014: Deferred Action for Parents of Americans and Lawful Permanent Residents (DAPA)
An executive action, not a law, that sought to remove the threat of deportation for more than 4 million immigrant parents of U.S. citizens or lawful permanent residents.
Implementation of DAPA was initially blocked by a federal judge. In June the Trump administration announced it was ending the program.
IMMIGRATION IN THE TRUMP ERA
President Trump, who made cracking down on illegal immigration a centerpiece of his campaign, has stepped up deportation efforts and continues to call for a wall on the U.S.-Mexico border.
Aug. 2: Reforming American Immigration for Strong Employment (RAISE) bill
Trump endorsed this measure that, in a departure from the 1965 Hart-Celler Act, would create an immigration system based on merit and skills instead of family connections. It’s estimated the measure would cut legal immigration by half.
submitted by MexWevC to Mexico_News [link] [comments]


2016.07.04 00:46 359gcu La gurú de San Francisco que hizo ganar las elecciones a Mariano Rajoy

El PP contrató a la agencia de las campañas de Obama, Macri, Renzi y Cameron para preparar las elecciones
La victoria 'le costó' al partido 290.000 euros 03/07/2016 19:02 En la fiesta de la calle Génova, Isabelle celebra. Sonrisa congelada. Es la confirmación de su talento y su esfuerzo. Llegó a España a finales de mayo. Sin saber español. Trabajando más de 14 horas al día en la zona noble del Partido Popular. Que incluso la había mandado al hospital. Con los ojos rojísimos de tanto calcular y mirar estadísticas, el día de las elecciones es su Día D. El presidente Rajoy levanta los brazos en señal de victoria. Jorge Moragas -su jefe de gabinete en La Moncloa y responsable de la campaña de los populares, quien convenció a los líderes del partido de traer a España a la empresa para la que trabaja Isabelle: The Messina Group (TMG)- aprieta el puño. "Es un secreto. Deben mantenerlo en secreto", les dijo el consejero delegado de TMG, Jim Messina, a los altos cargos del PP. Y así fue. La llegada de Isabelle fue un secreto. Pero en el fondo es quien revolucionó la campaña electoral de Rajoy por dentro. La que permitió un éxito que sus rivales aún no se explican. Crónica desvela cómo trabajaron y cómo consiguieron arrebatarle los votos decisivos a los partidos de la competencia. Cómo el PP venció con la asesoría del equipo que antes ayudó a ganar a Barack Obama y David Cameron. Isabelle escribe el 27 de junio, 1.00 de la mañana. "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Euforia.
Es un trabajo que comenzó cuando Jim Messina "arribó a España, en junio de 2015, por primera vez", nos confirman desde el epicentro del equipo de campaña. Pasó desapercibido. La discreción es, de facto, su principal virtud. Su fama mundial comienza cuando revoluciona la campaña de reelección de Obama en 2012. Su apodo: The Fixer (El Reparador). El reconocimiento a su labor con Obama, donde planteó una estrategia total basada en el uso del Big Data (administrar y procesar la información de enormes bases de datos) para captar electores, fue el abrazo ganador entre ambos cuando se hizo pública la victoria.
Jim es un caso único. Nació en 1969, lejos de los centros tecnológicos de EEUU, en Denver (Colorado). Se licenció en Políticas y Periodismo en la Universidad de Montana, en 1993. Pero aprendió a codearse con los mejores pronto: Steve Jobs (Apple) o Eric Schmidt (Google) o Steven Spielberg... De ellos aprendió que la tecnología, la innovación y la escenografía son claves. En los negocios, el entretenimiento y la política. Y eso le enseña a sus pupilos, como Isabelle. "Jim Messina acordó formalmente trabajar para el PP en la primavera de 2016. Ha visitado España varias veces, incluyendo el miércoles anterior al día de las elecciones", confirman a este suplemento.
"Isabelle ha vivido en España durante las últimas semanas de la campaña. Empujó al PP para intentar el voto táctico. Aplicó la teoría del voto táctico como hizo en el Reino Unido en la campaña de David Cameron". Voto táctico focalizado en el uso de la red social que ha marcado esta campaña: Facebook.
No hay fondos suficientes
¿Por qué no fue contratado para diciembre de 2015, para la primera vuelta? Dinero. No había fondos suficientes. Eso que Jorge Moragas, el gran impulsor de su llegada, trataba de convencerlos a todos ya entonces. Y se experimentó con una fórmula más tradicional. Obtuvieron sólo 123 escaños. Hubo caras largas y una enorme decepción. Llegaron a verlo todo perdido. Golpes de puño en los escritorios y lágrimas, incluso. Los pactos del PP con otros partidos eran imposibles. No salían las cuentas. El "asalto al cielo" de Podemos los había hundido. Pero era la primera ronda.
El fracaso de acuerdo entre PSOE, Ciudadanos y Podemos en cualquier escenario les dio otra oportunidad. Moragas vuelve a la carga. Había que contratar a Jim fuera como fuera. Un miembro del equipo de campaña del PP cuenta las negociaciones: "En diciembre no sale por dinero. Messina nos pedía un millón de euros".
Messina, acostumbrado a presupuestos abultados -se gastó 1.100 millones en la campaña de Obama y 29 en la de Cameron-, nunca entendió la primera negativa. En la segunda negociación hay más en juego y esta vez es Messina el que dice "no". Todos sus esfuerzos estaban focalizados en apoyar al primer ministro británico en su "Bremain", o no al Brexit. Intercede el propio David Cameron y convence a TMG para que apoyen a Rajoy, que es un socio apreciado. Y así llega Isabelle Wright a España.
Es responsable de Estrategia Digital de TMG. "Un genio... Y extraordinariamente atractiva", dicen quienes la conocen. La ayuda Ben Mallet. Los dos jóvenes con aspecto de veinteañeros se integran rápidamente en el equipo de campaña de Rajoy. La tarifa era casi un pacto de amigos: "Unos 100.000 euros... El servicio se reducía a la publicidad en Facebook. Queríamos el Ferrari pero sólo pudimos comprar las ruedas. ¿Nos valdría?", se preguntaba un alto cargo del PP.
La carrera contra reloj se inicia. Aun así, Isabelle se siente muy cómoda desde el inicio, sabe lidiar con la presión. Ella, que dirige la oficina de San Francisco de TMG, que previamente trabajó para una empresa de capital riesgo ayudando en sus inversiones en redes sociales, que se describe como residente en la ciudad del Golden Gate, Londres, Washington DC y Los Ángeles, añade otra urbe a su lista, la primera en castellano. Escribe un tuit el 30 de mayo: "Palacio de Moncloa. Un maravilloso Miró y comida española #lavidaesbuena #Madrid".
Desde el partido tuvieron que adaptarse. Primero, contratarles un traductor, pues ninguno de los chicos de Messina habla español. Otra persona del equipo de campaña describe su esfuerzo inicial: "Isabelle y Ben han trabajado 14 horas al día desde que llegaron a España. Vivían en el barrio de Salamanca. Estaban en un despacho en la séptima planta de Génova entre el de Pablo Casado y el de Andrea Levy. No entendían la falta de puntualidad. Han recibido ayuda de mucha gente. La chica se puso mala dos días y hubo que llevarla al hospital. Se asustó un poco. No han tenido fines de semana. Comían en los sitios aledaños a Génova. El equipo de redes sociales llegó a ser de 25 personas. Pero no había una relación directa entre ellos y ese equipo". Iban por libre. Su misión era secreta y apenas hubo tiempo para distracciones.
Otro miembro del partido añade: «Son muy jóvenes y han currado demasiado. Se les contacta tarde. Toda la parte de segmentación se hace por encuestas. Se han pegado una paliza de pelotas. Había que definir todos los targets (objetivos), los portavoces, los mensajes. El sistema es muy sencillo. Definir públicos muy claros, cuáles son los mensajes que interesan a esos públicos, cómo puedes localizar a esos públicos por sus perfiles de Facebook para comprar publicidad y llegar a ellos y luego qué tipo de mensajes tienes que mandarle a esos tíos. Ellos han definido esos grupos, ellos han hecho la compra y la agencia de publicidad Shackleton ha hecho la creatividad». Shackleton tenía una orden clara: el principal impulso iba a ser digital. Pero mientras Podemos atiborraba la red de tuits, donde son los amos, los del PP iban por la vía de Facebook.
Periodo de aprendizaje
¿Qué tuvieron que aprender Isabelle y Ben? Mucho. "Los problemas al principio eran que estos jóvenes no conocían la política española. Conocían el lado técnico, pero el lado político se lo teníamos que dar y explicar. Ellos no entendían las provincias, el sistema electoral de circunscripciones.Han tenido que aterrizar primero en el sistema español, luego en la política... El sistema proporcional al principio les choca porque si tú estás acostumbrado a que si ganas uno lo ganas todo, es radicalmente distinto. No es un sistema muy habitual. Todos los inputs [datos] se los hemos tenido que dar. Igual que los mensajes". Aprendieron rápido. Muy rápido.
El 13 de junio, Isabelle Wright está atenta a la actuación de los candidatos en el debate televisivo. Las teclas las presiona furtivamente. Lanza un retuit de su publicación de cabecera en España: The Spain Report (que da en inglés las más importantes noticias de España). Es una frase de Rajoy: "Predicar es fácil, lo difícil es gobernar".
Al acabar el debate, publica un vídeo en su Facebook personal. Es el presidente siendo fotografiado tras el encuentro con los líderes del PSOE, Podemos y Ciudadanos. "Gran desempeño del primer ministro Rajoy en el debate de esta noche", describe. El reconocimiento a su trabajo viene en los comentarios de sus amigos. Shelley escribe: "¡Muy orgullosa! ¡Estás triunfando en España! Pepe [sic, por PP] ganó el debate y nunca había visto a una mujer tan dedicada como tú y llegando tan lejos. Es un honor verte y me inspiras todos los días... Además, tu piso aquí no está tan mal". Gabi añade: "Todo gracias a ti".
A la distancia también sigue la campaña del Brexit donde está volcado todo TMG. Y ella en España desarrollando cómo ganar unas elecciones donde todos hablaban del sorpasso. Seguía una premisa de su maestro Jim Messina, una que había aprendido del mismísimo Bill Clinton: "Todas las elecciones son un referéndum sobre el futuro". No sobre el pasado. De allí un hashtag clave para indirectamente contraatacar a Podemos. #Afavor.
Mientras, nos comenta un dirigente del partido, "se reducían partidas como la publicidad en la calle, banderolas, etc. Teníamos más recursos para Facebook. Aparecían anuncios en función de los gustos. En redes ensayaron perfiles concretos. Apuntaron a las caras que mejor respuesta tenían -en compartidos y favoritos-, las de Soraya Sáenz de Santamaría y Pablo Casado. Sólo han circulado memes -imágenes multimedia usadas para transmitir ideas- de ellos". ¿A quién apuntaban? "A los votantes de Ciudadanos principalmente".
Era un método que ya le había funcionado. Así lo explican: "Era sincronizar los mensajes oportunos a las personas oportunas en el momento oportuno. Que es muy parecido a lo que hizo David Cameron en las legislativas británicas, donde también se produjo el bombazo respecto a lo que decían los sondeos". Y allí también estuvo Isabelle. Era lo que desde TMG conocen como "lograr el voto táctico".
La experiencia con Cameron
Las encuestas no eran las más optimistas. Algunas incluso hablaban de un derrumbe hasta los 117 escaños. Era trascendental el trabajo silente y complementario de Ben, que "se encargó del correo directo y de los textos que se repartieron puerta a puerta en los lugares seleccionados en los días finales, lo más cercano al 26-J", comentan desde la organización de la campaña. "Además hicimos más de 100 pruebas online para descubrir qué mensaje funcionaría en qué circunscripción electoral. Isabelle lideraba esto, hizo lo mismo para David Cameron en 2015".
La remontada iba en esta línea: "Era buscar bolsas de indecisos. En Argentina también se aplicó el mismo sistema en la campaña de Macri y también hubo un bombazo. Aquí replicamos ese modelo... No íbamos al votante tradicional del PP. Era una tontería gastarnos dinero cuando ya los teníamos asegurados", cuenta un alto cargo del PP.
Y llegó el Brexit. Los resultados le rompieron el corazón a Isabelle. Fue un golpe directo hacia Messina y su equipo. Con diferentes enemigos, se hablaba de que había perdido el toque mágico. Cameron dimitió. Pero los jefes de campaña decidieron que incluso podía serles útil.
"En el sistema de Jim Messina se lanzaron más de 500 mensajes. Y luego los propios vídeos que se fueron lanzando los últimos días de campaña estaban destinados ya no sólo a la viralización propia de las redes sociales sino a segmentos que eran muy sensibles al mensaje de voto útil y a los mensajes de la búsqueda o la unidad de la España moderada frente a la posibilidad de que Pablo Iglesias llegase a La Moncloa... No eran mensajes que lanzaban a un millón de personas. Los que más éxito tuvieron fueron los que se lanzaron el viernes tras el Brexit".
Jim se dio cuenta de la importancia de estos mensajes oportunos cuando trabajaba para Obama en su reelección de 2012. Los sondeos estaban apretados y él siempre se había vanagloriado de que los indecisos caerían en bloque. "Lo mismo ocurrió con Cameron. Lo mismo ocurrió con Macri". Le falló con el Brexit y las elecciones del 26 de junio eran -también- un examen para probar si Messina conserva la frescura. Sudor frío. Más cuando aún le quedan las elecciones italianas, el referéndum constitucional, con otro cliente selecto: Matteo Renzi en octubre.
Miembro del equipo de campaña del PP: "Sólo podíamos anunciarnos durante dos semanas por la ley electoral. Conseguimos un coste por impresión [aparición de un anuncio en el timeline o muro del usuario de Facebook] de promedio de medio céntimo de euro. No podíamos permitirnos pagar por click porque eso es mucho más caro. Diseñamos las audiencias a las que queríamos atacar con muchísimas variables. Buscábamos garantizar impactos y para eso pujamos para evitar que otros anunciantes nos robasen el espacio".
El presidente Barack Obama y Messina, su jefe de campaña, se abrazan al lograr la reelección en 2012. PETE SOUZA Era el todo o nada y se la jugaron al final. Gastaron los últimos euros. "El último día el PP sí optó por un modelo llamado reach and frequency [alcance y frecuencia] que permitía garantizar una audiencia concreta en un período corto de tiempo sin necesidad de pujar, para que nadie se interpusiese entre su público objetivo y el PP. Y lo usaron para lanzar los vídeos más exitosos. El de Pablo Iglesias dudando del euro en plena resaca del Brexit. Y el del líder de Podemos, en [el programa de TV] La Tuerka, celebrando que le habían metido una paliza a un policía".
¿Por qué Facebook?, le preguntamos a Natalia Basterrechea, directora de asuntos públicos de la red social en España: "La audiencia es fundamental. 22 millones de personas entran en Facebook en España mensualmente, y la política es un tema importante de conversación en la plataforma. Las elecciones generales fueron el tema más debatido en Facebook España en 2015. La conversación política en Facebook es auténtica. Es un lugar para hablar en tiempo real y de forma genuina sobre los temas que importan a los votantes españoles y tomar el pulso de la opinión pública. En total, desde enero de 2016, seis millones de personas han generado 90 millones de interacciones (me gusta, comentarios y contenido compartido) en torno a temas políticos". Esto lo vieron los miembros del equipo de segmentación: Jim, Isabelle, Ben y los locales José Cerdán, Eduardo Baeza (traductor, cicerone de Wright y marido de la cantante Nena Daconte), Andrés Medina y Abelardo Bethencourt, estos últimos miembros del gabinete del presidente. Y su apuesta publicitaria les costó 190.000 euros impuestos incluidos, que se sumaban a los 100.000 por la asesoría de TMG, según fuentes del partido.
El consultor político Iván Redondo analiza la estrategia utilizada: "En política el mensaje más efectivo es silencioso. No se cuenta en una rueda de prensa ni se hace visible en los medios. Y una estrategia de microtargeting te permite conectar y comunicarte directamente con tu votante objetivo sin intermediarios. Para cuando tus adversarios se dan cuenta, ya es tarde".
"A formar gobierno"
Cuando el 26 de junio se cierran los colegios electorales, la encuesta a pie de urna destroza al PP. Pero era ficción. Lo describe la propia Isabelle a la 1 de la mañana: "Increíble resultado para el PP en España esta noche. Los sondeos públicos predijeron 117 escaños para el PP, TMG predijo 135, resultado final 137". Ben Mallet se pronuncia también: "Ha sido un gran privilegio haber trabajado con un equipo tan dedicado y patriótico en una campaña de elecciones histórica. Me emociona saber que el Reino Unido no es el único país con terribles encuestadoras... [Rajoy] se ha ganado el derecho a formar gobierno".
El 27 de junio, a las 06.23, otro post de Ben. Es sólo una foto, la del equipo de Rajoy celebrando en el balcón de Génova con un cartel de "Gracias" al frente. Comenta Isabelle con una sola palabra: "¡Victoria!".
Todos los tuits de Isabelle y Ben cobran sentido el 28 de junio, a las 0.15. El gurú Messina rompe su silencio: "Felicitaciones a nuestro cliente español PM [primer ministro] Mariano Rajoy y al PP por su decisiva y dilatada victoria".
Era el modo de Jim de celebrar su éxito, el de los suyos, y que no había perdido su "toque mágico".
Ciudadanos y Podemos han pasado los siguientes días en KO. Los primeros, reunidos para entender cómo perdieron 400.000 votos y siete diputados. Los segundos pensando en un sorpasso devenido en gatillasso...
Sucedió así, cuentan desde lo más alto de la organización de la campaña del PP: "Moragas nos pidió que atacásamemos varias provincias concretas donde podían caer escaños de más. Los 12 que marcó los conseguimos. Luego cayeron dos más que no esperábamos: A Coruña y el decimoquinto de Madrid", comenta un miembro del PP. Las provincias a atacar que especificó Moragas fueron: Orense, Salamanca, Lleida, Madrid (para ganar 14), Badajoz, Toledo, Cuenca, Valencia, Alicante, Almería, Sevilla y Tenerife". El paso de 123 diputados a 137. Victoria a precio de saldo -290.000 euros- de El Reparador.
submitted by 359gcu to podemos [link] [comments]


2016.06.07 03:16 ShaunaDorothy ¡Por la independencia de Cataluña y el País Vasco! ¡Abajo la Unión Europea! ¡Por los estados unidos socialistas de Europa! (Agosto de 2015)

https://archive.is/hsmRI
En noviembre pasado, 2.3 millones de personas en Cataluña desafiaron al gobierno central de España al votar en un referéndum no oficial sobre la independencia. Más del 80 por ciento de los votantes respondieron sí a ambas preguntas: “¿Quiere que Cataluña sea un estado?” y, en caso afirmativo, “¿quiere que Cataluña sea un estado independiente?”. El voto fue la culminación de años de creciente sentimiento por la independencia en esta región de 7.5 millones de habitantes en el noreste de España. El rabioso chovinismo de la burguesía castellana, junto con la austeridad económica impuesta por la Unión Europea (UE), ha sacado a la superficie las centenarias divisiones entre el gobierno central y las nacionalidades oprimidas más pequeñas de España, como los catalanes.
La participación masiva en la votación del 9 de noviembre fue una respuesta poderosa a la decisión del parlamento español en abril de 2014 de proscribir un referéndum sobre la independencia. Fue también una clara indicación de que el sentimiento nacional en Cataluña se dirige fuertemente hacia la separación de España y no hacia la asimilación. Consecuentemente, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) exige: ¡Independencia para Cataluña!
Como marxistas revolucionarios, nuestro llamado por la secesión de Cataluña de España tiene el objetivo de sacar del orden del día la cuestión de la opresión nacional para poner al frente la necesidad de la lucha obrera contra el enemigo de clase capitalista tanto en España como en Cataluña. Los gobernantes capitalistas, sean castellanos o catalanes, utilizan el nacionalismo para oscurecer el hecho de que los trabajadores no comparten un interés común con sus “propios” explotadores y para sembrar divisiones entre los obreros de nacionalidades distintas. Una Cataluña independiente demostraría más claramente a los obreros del lugar que los nacionalistas burgueses y pequeñoburgueses catalanes no son en absoluto combatientes por la liberación de las víctimas de la explotación y la opresión social. La independencia también estremecería el orden capitalista en el resto de España y daría una sacudida a la UE imperialista, lo cual ayudaría a abrir el camino a la lucha de clases.
Rechazamos la afirmación de la burguesía castellana y la monarquía de España de la “indisoluble unidad de la Nación española”, la cual quedó consagrada en la constitución democrático-burguesa adoptada en 1978, tres años después de la muerte del general Francisco Franco, cuya dictadura bonapartista dominó durante casi 40 años. La constitución española explícitamente niega el derecho democrático a la autodeterminación de los catalanes, vascos y gallegos, los cuales constituyen naciones distintas con sus propias lenguas. La LCI siempre ha sostenido el derecho a la autodeterminación de estas naciones oprimidas en España.
Un obstáculo central a la unidad obrera en España en el periodo posterior a Franco ha sido el chovinismo extremo dirigido contra el pueblo vasco. Ha habido una larga lucha por la independencia vasca. Cada gobierno “democrático”, incluyendo los del Partido Socialista Obrero Español (PSOE), ha continuado la sangrienta campaña de terror de la dictadura de Franco contra el separatismo vasco. Las profundas divisiones entre los obreros de la región vasca y el resto de España se han reflejado en el predominio de sindicatos nacionalistas separados en el País Vasco. Ha sido evidente desde hace algún tiempo que estas divisiones no pueden ser superadas salvo mediante la lucha por la independencia de los vascos. Si bien la LCI ha sostenido desde hace mucho el derecho de los vascos a la secesión, y ha defendido vigorosamente a las víctimas vascas de la represión estatal capitalista, hemos sido negligentes al no llamar por la independencia hasta ahora. ¡Independencia para el País Vasco!
En la actualidad, no parece haber sentimiento masivo por la independencia en la parte del País Vasco en Francia, del otro lado de la frontera norte de España, ni en la Cataluña del Norte, en Francia, donde se habla el catalán. La Ligue trotskyste de France, sección de la LCI, sostiene sin embargo el derecho a la autodeterminación de vascos y catalanes, es decir, su derecho a separarse del estado francés. Esto incluye el derecho a unirse a una Cataluña o a un País Vasco independientes. La LCI también sostiene el derecho de otras regiones de habla catalana en España, como las Islas Baleares, a unirse a una Cataluña independiente. Nuestro llamado por la independencia de Cataluña y el País Vasco es una aplicación de la posición leninista que reconoce el derecho a la autodeterminación de todas las naciones. Como Lenin escribió en La revolución socialista y el derecho de las naciones a la autodeterminación (1916):
“El derecho de las naciones a la autodeterminación implica exclusivamente el derecho a la independencia en el sentido político, el derecho a la libre separación política respecto de la nación opresora. En términos concretos, esta exigencia de la democracia política significa una libertad total de propaganda por la separación y por un referéndum sobre la separación en la nación que se separa”.
Sólo mediante el apoyo a la independencia de Cataluña y el País Vasco podrá el proletariado en España demostrar que se opone al chovinismo nacional de su propia clase gobernante, permitiendo a la clase obrera española ganar la confianza y la solidaridad de clase de los obreros en las naciones oprimidas y eliminar la sospecha y la desconfianza. Al mismo tiempo, los obreros de las naciones oprimidas catalana y vasca deben luchar por la independencia política respecto de sus gobernantes capitalistas, quienes esgrimen el llamado por la “liberación nacional” como una herramienta para engañar y dividir a los obreros a lo largo de líneas nacionales.
Rivalidades burguesas en la España multinacional
La determinación de la burguesía castellana de impedir cualquier posibilidad de independencia para Cataluña y el País Vasco se debe en no poca medida al hecho de que se encuentran entre las regiones más industrializadas y económicamente productivas de España, con grandes concentraciones de capital financiero. Hoy Cataluña (con 16 por ciento de la población total) contribuye con alrededor del 20 por ciento del producto interno bruto de España. El segundo banco más grande de España es el vasco Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), con grandes inversiones en América Latina. Un coronel retirado del ejército español despotricó en una entrevista de 2012: “¿La independencia de Cataluña? Por encima de mi cadáver y el de muchos”. Dada la sangrienta historia de España, estas amenazas deben tomarse en serio.
Tras el colapso de la burbuja inmobiliaria española en 2008 y la consiguiente crisis financiera, parte de la depresión económica mundial, los gobernantes imperialistas de la UE y la burguesía española han sometido a los trabajadores a despidos masivos y austeridad salvaje, con más de 5.4 millones de personas actualmente desempleadas. Esta situación ha avivado el nacionalismo burgués de todos los bandos.
El partido gobernante al nivel nacional, el Partido Popular (PP), desciende políticamente del franquismo y encarna a la reacción católica monárquica. El PP ha intensificado el sentimiento anticatalán en un intento transparente de desviar la atención de la responsabilidad burguesa por la crisis económica en curso. Durante años, el PP ha bloqueado los intentos de Cataluña de obtener mayor autonomía del gobierno central y se rehusó a renegociar los términos de la distribución de ingresos tributarios entre Madrid y Barcelona (la capital de Cataluña), así como de la parte del presupuesto nacional que se otorga a Cataluña. El PP —mercader de la indigencia y el hambre— ha promovido hipócritamente el estereotipo chovinista de los catalanes como gente avara que carece de “solidaridad” con las regiones más pobres de España.
El vil chovinismo que emana de Madrid ha provocado una fuerte reacción en Cataluña. Un catalizador de este encono fue la decisión tomada en 2010 por el Tribunal Constitucional español para anular numerosos artículos del estatuto de autonomía de Cataluña de 2006, incluyendo la sección que reconocía a Cataluña como una nación. Dicha decisión fue el resultado de la impugnación del PP contra no menos de 128 de los 233 artículos del estatuto. El día después de que el fallo del tribunal se diera a conocer, más de un millón de personas en Cataluña protestaron, con pancartas que decían: “¡Somos una nación!”.
La burguesía catalana, representada por la coalición Convergència i Unió [Convergència y Unió se escindieron en junio] y su cola de verborrea más izquierdista Esquerra Republicana —que juntos dominan el gobierno de la Generalitat catalana—, refleja la hipocresía burguesa castellana. Convenientemente ha culpado al resto de España de la crisis en Cataluña, señalando los términos desfavorables de la política fiscal y la falta de inversión en infraestructura por parte del gobierno central, lo cual lastima sus ganancias. Al mismo tiempo, la Generalitat ha impuesto la austeridad a los obreros y los pobres.
Tras el fin del régimen de Franco, la burguesía catalana consideró que su deber era tratar de ganar gradualmente más autonomía respecto al gobierno central. Los nacionalistas burgueses vascos y catalanes habían obtenido concesiones en distintos momentos mediante su apoyo a los gobiernos del PSOE y del PP cuando estos partidos no ganaban suficientes votos para formar un gobierno nacional por ellos mismos. Sin embargo, con el inicio de la crisis económica, el gobierno del PSOE encabezado por José Luis Rodríguez Zapatero lanzó la campaña de austeridad. Antes también había renegado de algunas de sus promesas a Cataluña. Cuando fue elegido en 2011, el PP logró formar un gobierno sin el apoyo de ninguno de los partidos regionales nacionalistas burgueses, lo cual le permitió dar rienda suelta a su hostilidad a las tendencias descentralizadoras, empujando así a la burguesía catalana cada vez más hacia la independencia.
Otro factor clave en el giro independentista de un sector de la burguesía catalana es el cada vez más débil vínculo de Cataluña con el mercado español; durante años ha vendido más de sus manufacturas en el mercado internacional que en el interno, y una gran parte de estas exportaciones van a países de la UE. El peso relativo de Cataluña en la economía española también declinó como resultado de una política consciente de la burguesía castellana de fortalecer los alrededores de Madrid como centro industrial en los años 60 y 70. Ello disminuyó el dominio económico relativo de Cataluña y el País Vasco y estableció una rivalidad económica más directa entre las distintas burguesías nacionales.
La UE aviva el chovinismo nacional
En tanto que la burguesía catalana está dividida en torno a la cuestión de la independencia, todos los bandos, incluso el de quienes están por la secesión, están comprometidos a sostener la UE imperialista y reaccionaria. La burguesía catalana se ha beneficiado de la UE y, pese a la devastación causada por la austeridad impuesta por ésta, muchos trabajadores en Cataluña que apoyan la independencia están a favor de mantenerse en la UE.
La LCI ha mantenido una oposición principista a la UE imperialista y a su instrumento monetario, el euro, desde el comienzo. La UE es un consorcio inestable de países capitalistas rivales, dominado por las principales potencias imperialistas, sobre todo Alemania. Estas potencias procuran aumentar su competitividad contra sus rivales imperialistas de EE.UU. y Japón; explotan a los obreros por toda Europa y subordinan a los países europeos más débiles como Grecia, Portugal, España e Irlanda, así como a los de Europa Oriental. Mediante el mecanismo de la eurozona, Alemania y otros países acreedores exigen que los países deudores se vuelvan más “competitivos” mediante el recorte de los salarios, las pensiones y el gasto social. Reconociendo que el euro sería un instrumento de los imperialistas de la UE, la LCI se opuso a su introducción. Afirmamos en aquel entonces que el capitalismo se organiza sobre una base nacional y que la moneda común europea no era viable.
Pese a toda la palabrería de la burguesía catalana de alcanzar la “soberanía fiscal” y oponerse a la austeridad impuesta por Madrid, sus votos por mantenerse en la UE significan ceder a Frankfurt y Bruselas el control de las tasas de interés, del gasto y la política monetaria. Y los amos imperialistas de la UE han dejado claro que no ven con buenos ojos los amagos secesionistas que podrían desestabilizar el orden capitalista en Europa. Así, en agosto de 2014, la canciller alemana Angela Merkel quiso hacer notar ostentosamente su apoyo al presidente del gobierno Mariano Rajoy contra cualquier medida hacia la independencia por parte de los catalanes.
Los gobernantes de la UE han avivado el nacionalismo, procurando enfrentar a los obreros de países como Alemania, Gran Bretaña o Francia a los de países más débiles. La negativa de los partidos obreros reformistas y los burócratas sindicales a oponerse a la UE ha estimulado el crecimiento de fuerzas reaccionarias y abiertamente fascistas que canalizan el descontento por la austeridad hacia el odio a los inmigrantes y los musulmanes en particular. El mantener vulnerables a ciertas capas de la clase obrera, con escasos derechos legales, ayuda a los capitalistas a reducir los salarios y condiciones de trabajo de todos. En oposición a estas estratagemas de “divide y vencerás”, los espartaquistas decimos: ¡Plenos derechos de ciudadanía para todos los inmigrantes! ¡Abajo las deportaciones!
Oponiéndonos a todas las formas del nacionalismo, procuramos sentar las bases programáticas para construir partidos obreros revolucionarios como parte de una IV Internacional trotskista reforjada. Sólo partidos así pueden dirigir a la clase obrera en la toma de los medios de producción y la expropiación de la burguesía internacionalmente mediante una serie de revoluciones socialistas. En lugar de esto, los izquierdistas reformistas promueven la fantasía de construir una “Europa social” bajo el capitalismo. ¡Abajo la UE imperialista! ¡Por los estados unidos socialistas de Europa!
¡Libertad inmediata a todos los nacionalistas vascos!
El movimiento obrero en España y Francia debe oponerse de manera franca a la cruzada siniestra de los estados español y francés contra los nacionalistas pequeñoburgueses de Euskadi Ta Askatasuna (Tierra Vasca y Libertad, ETA) y sus simpatizantes. En cambio, los falsos dirigentes reformistas del PSOE y el Partido Comunista de España (PCE) han pasado años alineando a los obreros detrás de la burguesía castellana y contra los vascos. En la campaña antivasca, Madrid ha prohibido partidos políticos y protestas, clausurado periódicos y acorralado a simpatizantes de la independencia vasca —medidas represivas que han sido usadas a lo largo de la historia española para aplastar también las luchas obreras combativas—.
El 10 de enero, más de 75 mil personas marcharon en las calles de Bilbao para exigir el fin de la práctica del estado español de “dispersión” de los prisioneros nacionalistas vascos a lugares distantes; los manifestantes corearon consignas por la libertad y la “amnistía total” para los militantes vascos. Dos días después, el estado español llevó a cabo redadas en cuatro ciudades, usando acusaciones de lavado de dinero y evasión fiscal para arrestar a 16 personas dedicadas a la defensa legal de activistas vascos. Entre los detenidos estaban doce abogados, muchos de los cuales tenían que comparecer ante los tribunales en Madrid para el inicio de un juicio contra 35 personas acusadas de pertenecer a una organización terrorista.
Como parte de esta transparente cacería de brujas política, la Guardia Civil allanó las oficinas de organizaciones como el sindicato independentista vasco Langile Abertzaleen Batzordeak (Comisiones de Trabajadores y Trabajadoras Patriotas), que representa a decenas de miles de obreros vascos. De allí los policías se llevaron 90 mil euros en billetes y monedas de baja denominación que habían sido recolectados en la manifestación dos días antes. ¡Exigimos el retiro de todos los cargos! ¡Abajo la represión antivasca!
Si bien los marxistas nos oponemos a la perspectiva nacionalista de ETA y a la estrategia pequeñoburguesa de terrorismo individual que solía practicar (hoy día, ETA ha renunciado a la lucha armada), defendemos a ETA contra la represión estatal. Los actos de represalia contra representantes individuales del estado capitalista y la clase gobernante son un sustituto estéril y un obstáculo a la lucha necesaria para remplazar al podrido sistema capitalista entero mediante la movilización del poder social de la clase obrera a través de una revolución socialista. Aunque las acciones que los militantes vascos han llevado a cabo contra el estado capitalista y sus agentes no son un crimen desde el punto de vista de los trabajadores, la lógica reaccionaria del nacionalismo conduce también a actos atroces de terror indiscriminado, como el bombazo criminal que ETA perpetró en un supermercado en un suburbio obrero de Barcelona en 1987. Este tipo de crímenes sólo han servido para empujar a los obreros catalanes y españoles aún más a los brazos de sus propias burguesías chovinistas.
Orígenes y naturaleza del nacionalismo catalán
Por mucho tiempo Cataluña ha tenido un fuerte sentido de identidad regional, con su propio idioma, el catalán, hoy día la lengua de más de diez millones de personas en Cataluña, las Islas Baleares, Cataluña del Norte y Valencia. En su carácter de principado feudal bajo la corona española, Cataluña a menudo entró en conflicto con la monarquía. Fue muy simbólico el que el referéndum del 9 de noviembre haya ocurrido en torno al CCC aniversario de la derrota del principado de Cataluña en la Guerra de Sucesión española en 1714. Cataluña había respaldado el reclamo de los Habsburgo a la corona contra los Borbones, y fue castigada por los vencedores de la Casa de Borbón mediante la supresión de su parlamento y sus libertades tradicionales. (Como resultado de esta guerra, Luis XIV, un Borbón, consolidó el dominio francés en el Rosellón, la parte de Cataluña al norte de los Pirineos.) Conocido como la Diada, el día de la rendición catalana, 11 de septiembre de 1714, se conmemora hoy como el Día Nacional de Cataluña.
El nacimiento del nacionalismo catalán data no de aquella guerra por la sucesión real, sino de la era de la consolidación del capitalismo industrial en el siglo XIX. Una burguesía incipiente apareció por primera vez en España en el siglo XVIII mediante el surgimiento de la manufactura textil. El capitalismo catalán se desarrolló tras el levantamiento de las restricciones al comercio con las colonias españolas en 1780. La burguesía catalana se enriqueció especialmente mediante el saqueo colonial de Cuba, donde la esclavitud no fue abolida sino hasta 1886.
Para fines del siglo XIX, Cataluña y la región vasca se habían convertido en los principales centros industriales de España; la industria vasca se centraba en la metalurgia y la catalana en la manufactura ligera. Conforme la burguesía catalana se unía con el objetivo de presionar al gobierno central para que éste protegiera sus industrias, una élite intelectual catalana se vio a sí misma cada vez más como la voz dirigente de la modernización en España. El movimiento cultural del siglo XIX conocido como la “Renaixença”, que promovía la lengua y las artes catalanas, fue un reflejo de estos sucesos económicos y políticos.
Fuera de los centros industriales catalán y vasco, la mayor parte de España permaneció atrapada en el atraso hasta bien entrado el siglo XX. Desde el siglo XVI la monarquía española de los Habsburgo ayudó a suprimir el desarrollo hacia un estado-nación unificado y alentó las divisiones regionales. Mientras acumulaba oro y plata de las minas latinoamericanas, la corona era hostil al crecimiento del comercio y la manufactura dentro de los territorios de la Península Ibérica. La monarquía decadente y su oscurantista Iglesia Católica medieval dominaban a un enorme campesinado que trabajaba para una clase terrateniente derivada de la vieja nobleza feudal. Como el dirigente bolchevique León Trotsky señaló: “El retraso del desarrollo económico de España ha debilitado inevitablemente las tendencias centralistas inherentes al capitalismo... La pobreza de recursos de la economía nacional y el sentimiento de malestar en todas las partes del país no podían hacer otra cosa que alimentar las tendencias separatistas” (“La Revolución Española y la táctica de los comunistas”, enero de 1931).
Conforme una marea de obreros de diferentes partes de España inundaba las industrias vasca y catalana a finales del siglo XIX y principios del XX, Cataluña se fue convirtiendo en un centro de radicalismo obrero. Por ello, el nacionalismo catalán se caracterizó desde su origen tanto por una tímida lucha por la autonomía regional como por el apoyo a la supresión de las luchas obreras por parte del estado español. Las organizaciones nacionalistas de primera época como la Lliga Regionalista estaban por la represión de la convulsiva ola de luchas que arrasó Cataluña a principios del siglo XX, desde la Huelga General barcelonesa de 1902 y la revuelta antimilitarista y anticlerical conocida como la Semana Trágica de 1909, la Huelga General de 1917, hasta el cierre patronal de Barcelona de 1919-1920. El temor a una revuelta obrera condujo a la burguesía catalana a apoyar el golpe militar de Primo de Rivera de 1923. Su régimen procedió a reprimir el limitado autogobierno catalán, suprimir la lengua catalana, ¡e incluso a prohibir al FC Barcelona [en 1925, cuando los aficionados abuchearon la Marcha Real, el himno español]!
En 1930, tras el inicio de la Gran Depresión, cayó el régimen de Primo de Rivera, ya podrido desde dentro, lo cual dio pie a un periodo de luchas obreras masivas en España. Tras el colapso de la monarquía en 1931, se formó un gobierno capitalista republicano dirigido por una coalición de republicanos burgueses y socialistas. Bajo este régimen se formó la Generalitat, el gobierno regional autónomo de Cataluña, dirigido por la Esquerra Republicana nacionalista burguesa.
Pero el espectro de la revolución obrera impulsó al grueso de la burguesía catalana a apoyar a las fuerzas contrarrevolucionarias de Franco durante la Guerra Civil Española de 1936-1939. La burguesía catalana entendía muy bien que los obreros y campesinos españoles, inspirados por la Revolución Bolchevique de 1917, luchaban no simplemente por una forma más democrática de gobierno, sino por una revolución social para poner fin a la explotación y la opresión. De modo que los capitalistas catalanes pusieron sus intereses de clase por encima de sus aspiraciones nacionales, que de nuevo serían aplastadas bajo la bota de la represión franquista.
Dirigentes reformistas traicionan la lucha obrera
Los nacionalistas catalanes de hoy ponen en un pedestal de héroe y mártir al líder de la Esquerra, Lluís Companys, presidente del gobierno regional cuando cayó a manos de Franco. De hecho, Companys, junto con los estalinistas del PCE, socialistas y anarquistas, participaban en la Generalitat que reprimió a sangre y fuego la insurrección obrera de las Jornadas de Mayo de Barcelona en 1937. Los estalinistas dirigieron la carga contra los obreros, pero fueron los dirigentes anarquistas y del centrista Partido Obrero de Unificación Marxista (POUM, que antes había tomado parte en el gobierno catalán) quienes desempeñaron un papel clave para persuadir a los obreros de desmantelar las barricadas. Éste fue un suceso crucial en la derrota de la Revolución Española.
La traición a la revolución obrera mostró vívidamente que la política de formar una alianza de frente popular con partidos burgueses como la Esquerra en Cataluña fue absolutamente suicida para la clase obrera. Como escribimos sobre las Jornadas de Mayo de Barcelona en “Trotskismo vs. frentepopulismo en la Guerra Civil Española” (Spartacist [Edición en español] No. 36, noviembre de 2009):
“El poder estaba en manos de los heroicos obreros de Barcelona. Sin embargo, para cuando llegó el fin de semana, los obreros habían sido desarmados y sus barricadas habían sido desmanteladas no como resultado de la derrota militar, sino del sabotaje, la confusión y el derrotismo que sembraron los falsos líderes obreros... La victoria en Barcelona pudo haber conducido a una España obrera y campesina e incendiado Europa en una lucha revolucionaria en vísperas de la Segunda Guerra Mundial. La derrota le abrió el camino a una represión intensa, incluyendo la supresión del POUM y el asesinato o encarcelamiento de sus líderes. Habiendo desarmado de ese modo al proletariado, el frente popular abrió las puertas a las fuerzas de Franco y a un sangriento régimen de reacción derechista”.
Mientras que la clase obrera española pagó con sangre las traiciones frentepopulistas de sus dirigentes, los líderes reformistas nunca abandonaron la política de colaboración de clases. La rápida industrialización de España mediante la inversión extranjera masiva en los años 60 y principios de los 70 aumentó el tamaño y la autoconfianza de la clase obrera, que retó heroicamente al régimen de Franco en sus últimos días. Tras la muerte de Franco en 1975, España explotó en una ola de protestas y huelgas contra la brutal supresión de sindicatos, partidos de izquierda y minorías nacionales por parte del régimen. Sin embargo, los dirigentes del PSOE y el PCE procuraron contener estas luchas y las canalizaron hacia una transición “pacífica” a la democracia burguesa. En 1978, el PSOE y el PCE apoyaron la constitución que reconoció al sucesor escogido por Franco, el [hasta hace poco] rey Juan Carlos, como jefe de estado de la “nación” española. Hoy, los líderes vendidos del PCE tienen la desvergüenza de llamar por un referéndum para deshacerse de la corrupta monarquía española.
La situación hoy día es muy distinta de aquélla del periodo de la Guerra Civil y la insurgencia obrera de mediados y finales de los 70. Los marxistas debemos tener esto en cuenta al abordar la cuestión nacional concretamente. El reconocimiento del derecho a la secesión de una nación dada no significa necesariamente que uno llame por la secesión en un momento particular. Lenin a menudo recurría a la analogía con el reconocimiento del derecho al divorcio, lo cual por supuesto no quiere decir que uno llame por la disolución de todos y cada uno de los matrimonios.
Durante la Guerra Civil, el proletariado catalán y vasco se colocó a la cabeza de su clase en una situación revolucionaria que planteó a quemarropa la posibilidad de sobreponerse a las divisiones nacionales mediante la toma del poder por parte de la clase obrera. No habría tenido sentido llamar por la independencia en aquel momento. Pero durante ya algunos años ha sido evidente que las relaciones entre los obreros vascos y españoles han estado envenenadas. Y en Cataluña hoy día, el descontento dentro del proletariado se manifiesta cada vez más no en dirección a la asimilación —es decir, la consideración de que su destino está unido al del proletariado español—, sino en sentimientos separatistas pronunciados.
Socialdemócratas podridos y populistas burgueses
El PSOE demostró su odio por las nacionalidades oprimidas cuando desató a los escuadrones de la muerte llamados “Grupos Antiterroristas de Liberación”, los GAL, contra el pueblo vasco en los años 80. Hoy, el PSOE se une al PP gobernante en la oposición chovinista a un referéndum catalán. Llama por hacer de España una federación, en la cual Cataluña tendría supuestamente grandes poderes. En realidad, esto sería una modificación mínima del esquema actual de autonomía regional, con el punto fundamental de que Cataluña seguiría bajo el mando del chovinismo castellano. La coalición de Izquierda Unida (IU), dirigida por el PCE, sostiene una posición similar por un estado federado burgués.
El orden político español que resultó de 1978 está desbaratándose. Los partidos que han dominado la arena electoral, el PSOE y el PP, han sufrido bajas importantes en su apoyo, asociadas con su imposición de medidas de austeridad ampliamente odiadas. La presunción de una España unificada ha sido retada en Cataluña y otras partes.
Para llenar esta zanja y renovar la democracia burguesa española ha surgido el partido Podemos, una formación basada en la pequeña burguesía que emanó del movimiento de los Indignados de 2011. Podemos está totalmente comprometido a mantener la UE. Como el movimiento de los Indignados —y su contraparte griega, Syriza—, el populista Podemos dice representar a todo tipo de gente contra las élites política y empresarial, a las que han apodado como “la casta”. El populismo de Podemos está diseñado para oscurecer el entendimiento de que la división social fundamental se da entre las clases y de que sólo el proletariado, mediante la toma del poder y la destrucción del capitalismo en todos los países, puede eliminar la explotación. Como marxistas, nos oponemos a Podemos como una cuestión de principios, en tanto que se trata de una formación burguesa.
Aunque dice defender el “derecho a decidir” de Cataluña, el líder de Podemos, Pablo Iglesias, declaró en una entrevista del 27 de diciembre de 2014 con El Periódico que una “declaración unilateral” de independencia no es posible y que Podemos propone por ello un “proceso constituyente”. Esto equivale a negar el derecho de Cataluña a la autodeterminación, que no significa otra cosa más que el derecho de los catalanes —no de un proceso constituyente español— a decidir por la secesión o no.
Predeciblemente, la popularidad de Podemos ha atraído a su órbita a una manada de oportunistas seudomarxistas. Como abogados desvergonzados de Podemos, el grupo En Lucha [En Lluita], afiliado con el Socialist Workers Party británico, declaró: “Pablo Iglesias no es Lenin, pero es mejor para todos luchar contra el capitalismo en un marco en el que Podemos es fuerte” (“El puzzle de la ruptura con un régimen...”, enlucha.org, 24 de enero). Mientras se ponen a la cola de Podemos, que está en contra de la independencia “unilateral” de Cataluña, En Lucha en Cataluña trabaja con la Candidatura d’Unitat Popular (CUP), cuyo objetivo es un gobierno catalán independiente dirigido por los dos principales partidos burgueses de la región.
La cuestión del idioma
La cuestión de la política lingüística ha sido un detonante para la reacción chovinista castellana en España. Los idiomas minoritarios fueron reprimidos oficialmente por el estado bajo Franco. La constitución de 1978 impuso el castellano como la lengua oficial del estado, la cual todos tienen el deber de conocer. De tomar en serio la histeria chovinista, el español está supuestamente bajo amenaza y los hispanohablantes son víctimas de una terrible discriminación en Cataluña. El que esto es una mentira total lo confirma el hecho de que el 99 por ciento de la población de Cataluña mayor de quince años sabe hablar español (la tasa de alfabetización es de 95 por ciento). En Cataluña, la mayoría tiene facilidad para hablar el catalán; alrededor del 80 por ciento lo habla, y la alfabetización en catalán es del 60 por ciento.
El patrocinio del gobierno de Madrid de una reforma educativa de 2012 que pretende recentralizar el control sobre la educación, alentar la religión y “españolizar” a los alumnos catalanes propició protestas masivas. El Tribunal Superior de Justicia de Cataluña falló en 2014 que el 25 por ciento del programa de estudios debe enseñarse en castellano si un solo alumno lo pide. Esto equivale a un intento descarado de imponer la enseñanza en español en las escuelas catalanas. Se han impulsado políticas similares en las Islas Baleares.
La ley de 1983 de “normalización” lingüística de la región autónoma dio al catalán un estatus privilegiado en la educación, la administración estatal y los medios de comunicación. A mediados de los 90, Cataluña empezó a proporcionar instrucción primaria y secundaria exclusivamente en catalán, con un par de horas de lengua y literatura españolas a la semana. El estatuto de autonomía de 2006 estipuló “el derecho y el deber de conocer con suficiencia oral y escrita el catalán y el castellano al finalizar la enseñanza obligatoria”. El mismo estatuto afirmó que era el “deber” de los habitantes de Cataluña conocer ambas lenguas oficiales, catalán y castellano.
Una de las principales preocupaciones de la Generalitat catalana era asegurarse de que los hijos de inmigrantes aprendan catalán. Hubo dos grandes oleadas de inmigración a Cataluña en el periodo de la posguerra, primero en los años 50 y 60 de otras áreas de España y, décadas más tarde, de América Latina, Europa Oriental y el Norte de África.
Como marxistas, advertimos contra quienes quieren dividir a la clase obrera con el pretexto de defender una “cultura nacional” particular, lo cual en Cataluña inevitablemente discrimina a otras nacionalidades. Así, hoy día un requisito esencial para obtener empleo en el sector público en Cataluña es hablar catalán. Estamos en contra de la imposición de cualesquiera idiomas oficiales. Exigimos igualdad de derechos lingüísticos para todos. Estamos por un sistema educativo público, secular y étnicamente integrado con plenas disposiciones para la enseñanza en español, catalán y otras lenguas según las necesidades de la población local. Estos derechos se aplican a quienes hablan el árabe o el rumano tanto como a los que tienen el catalán o el español por lengua materna.
¡Forjar un partido leninista!
Lenin enfatizó que “el programa nacional de la democracia obrera es: ningún privilegio en absoluto para una nación o un idioma; solución del problema de la autodeterminación política de las naciones, o sea, de su separación como estados” (“Notas críticas sobre el problema nacional”, 1913). Al adherirse a este programa, los bolcheviques lograron reunir a los trabajadores —rusos, judíos, armenios, azerbaiyanos, ucranianos, etc.— para efectuar el derrocamiento del régimen de los capitalistas y los terratenientes en octubre de 1917.
La cuestión nacional se plantea hoy con gran intensidad en España. La lucha por la independencia de Cataluña y el País Vasco proporciona una prueba ácida de la capacidad de cualquier organización obrera en España para oponerse a su propia burguesía. Los partidos que han traicionado al proletariado en el pasado, como el PSOE y el PCE/IU, de manera nada sorprendente se alinean ahora detrás de los capitalistas españoles para tratar de mantener la “unidad” del estado burgués español, el cual se ha cubierto las manos muchas veces con la sangre de los obreros y las nacionalidades oprimidas.
La terrible crisis económica que asola a los obreros y los pobres en España y otros lugares pide a gritos la revolución obrera y el establecimiento de una federación soviética de repúblicas obreras en la Península Ibérica, parte de los estados unidos socialistas de Europa. El instrumento crucial para realizar esta tarea es un partido leninista-trotskista, que debe construirse en la lucha por reforjar la IV Internacional. Un partido así incorporaría las lecciones, obtenidas a tan alto precio, de la historia de España, especialmente las establecidas por Trotsky y sus camaradas en los años 30 sobre la necesidad de la independencia proletaria respecto a toda fuerza burguesa.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/suplementoAgosto2015/cataluna.html
submitted by ShaunaDorothy to Espartaco [link] [comments]


2015.05.03 12:26 Podemoslogrono VALIDACIÓN DE LAS MEDIDAS DEL PROGRAMA MARCO DE PODEMOS PARA LAS AUTONOMICAS

Comienza la validación en participa.podemos de las medidas del programa marco. Este es el documento con la lista con las medidas que van a aparecer en la votación: EJE 1 RESCATE CIUDADANO 1- LUCHA CONTRA EL FRAUDE: Creación de una comisión de investigación del fraude fiscal y la corrupción en las instituciones públicas. 2- LEY 25 DE EMERGENCIA SOCIAL: Paralización de los desahucios que afecten a los deudores de buena fe que no hayan podido hacer frente a sus pagos por encontrarse en una situación de dificultad económica. 3- RESCATE ENERGÉTICO: No se procederá al corte de suministro de electricidad o gas cuando se trate de la vivienda habitual del consumidor y cuando el impago de la factura se deba a motivos ajenos a su voluntad o por pobreza sobrevenida. 4- RESCATE CONTRA EL SOBREENDEUDAMIENTO: Limitación de la deuda hipotecaria al valor del bien hipotecado (lo cual supone un reconocimiento del derecho a la dación en pago). 5- RESCATE A AUTÓNOMOS Y PYMES: Ampliación de la condición de consumidores a los pequeños y medianos empresarios para convertirlos en sujeto de aplicación del procedimiento simplificado para la reestructuración y cancelación de deudas. 6- RESCATE FISCAL: Reforma tributaria autonómica que contemple el incremento en la progresividad del impuesto sobre el patrimonio, el tramo autonómico del IRPF y el impuesto de sucesiones y donaciones EJE 2 DEMOCRACIA E INSTITUCIONES 1- Creación de la Oficina Antifraude y protección al denunciante. 2- Contratación pública según la «cláusula open data», y creación de un certificado de solvencia social y ambiental de las empresas contratistas con las administraciones. 3- Reducción drástica de altos cargos en las comunidades autónomas. El ahorro que produzca esta reducción se destinará a la recontratación de los trabajadores de la sanidad y de la educación que han sido despedidos desde el año 2008. 4- Ley de prohibición de las «puertas giratorias» y de regulación de lobbies (grupos de presión). Se hará explícita la incompatibilidad del ejercicio de cargos públicos con determinadas actividades privadas. 5- Creación de una Comisión de Peticiones. Para ello se habilitará de forma simbólica un escaño extra desde el que se puedan materializar las peticiones ciudadanas al Parlamento. 6- Revisión de los servicios prestados en las diputaciones para redirigirlos a estructuras mancomunadas o comarcales, con el objetivo de acercar las estructuras administrativas a los ciudadanos. EJE 3 IGUALDAD Y LIBERTADES PÚBLICAS 1- Creación de centros de día y residencias para la prestación de cuidados a personas mayores, enfermas o con algún tipo de diversidad funcional. 2- Cobertura de la interrupción voluntaria del embarazo por el sistema público de salud. 3- Alternativa habitacional para las víctimas de violencia de género. 4- Ley o plan contra la homofobia, la bifobia y la transfobia, que llevarán a cabo las instituciones públicas de cada Comunidad Autónoma en colaboración con organizaciones sociales y empresariales. 5- Creación de Oficinas Autonómicas de Apoyo al Emigrado. Atención prioritaria para garantizar el voto y el apoyo legal. 6- Democratización de los consejos de radio y televisión públicas a partir de una elección que respete las mayorías y las minorías parlamentarias y en la que participe la sociedad civil a través de un Consejo Ciudadano de participación. 7- Instaremos al Gobierno central a cerrar los Centros de Internamiento de Extranjeros (CIE) de las comunidades autónomas. Y rechazaremos de manera categórica la apertura de un nuevo CIE. EJE 4 TERRITORIO, INFRAESTRUCTURAS Y TRANSPORTES 1- Modernización de la red ferroviaria de cercanías, desdoblando vías y ofreciendo servicios semidirectos y rápidos entre los principales núcleos urbanos, y unificando tarifas con un abono único. 2- Política de tarifas progresivas en el transporte metropolitano. Igualación de las tarifas de las personas mayores a las personas que se encuentren en una situación de riesgo de pobreza. 3- Garantía de la movilidad para la diversidad y la accesibilidad en las infraestructuras, el urbanismo, la edificación y el transporte. Todos los medios de transporte público, sus terminales y el entorno inmediato a las paradasgarantizarán el acceso de las personas con diversidad funcional o discapacidad, mediante rampas, pictogramas, señales acústicas, etc. EJE 5 EMPLEO Y MODELO PRODUCTIVO 1-Implementación gradual de la jornada laboral de 35 horas con el fin de repartir el empleo, en función de las competencias de las comunidades autónomas. 2-Inversión en investigación, desarrollo e innovación, con el objetivo de elevar el gasto en I +D+i hasta el 2 % del PIB de las respectivas comunidades autónomas. 3- Desarrollo de la banca pública, para favorecer el acceso a la financiación en condiciones asequibles. 4- Compromiso público de no autorizar instalaciones de fractura hidráulica (fracking) en la Comunidad Autónoma. EJE 6 BIENESTAR Y DERECHOS SOCIALES 1- Plan de Reversión al Sistema Público de Salud de los Centros y Servicios privatizados y recuperación inmediata de los servicios externalizados. 2- Reducción de las listas de espera, dotando al sistema público de salud de los recursos necesarios, sin que haya una derivación a la sanidad privada. 3-Creación de una Comisión de Farmacia que impulse la fabricación de medicamentos genéricos que sean beneficiosos para los enfermos que tienen que afrontar tratamientos costosos (como la hepatitis C). 4- Clara priorización presupuestaria de la enseñanza pública frente a la concertada 5- Gratuidad de los libros de texto escolares. 6- Educación de 0 a 3 años pública y de calidad. 7- Elaboración de un censo de viviendas públicas vacías e impulso de su alquiler social. EJE 7 ECOLOGÍA Y CALIDAD DE VIDA 1- Agua y aire. Defensa, en consonancia con la Directiva Marco de Aguas (DMA), de la gestión integrada y sostenible de ríos, lagos, humedales y acuíferos. Evaluación del funcionamiento de los sistemas públicos y privados de depuración de aguas residuales, mejora y control independiente de las inspecciones, responsabilizando a la industria u organismos que emitan los vertidos contaminantes. 2- Residuos y contaminación. Gestión eficiente y transparente de los residuos, y reducción de los agentes contaminantes. 3- Derogación de la nueva Ley de Montes y promoción, en el ámbito competencial de las comunidades autónomas, de una normativa que establezca la prohibición de recalificaciones urbanísticas en territorios quemados durante los siguientes treinta años. 4- Creación de una ecotasa y una «tasa turística» que graven las estancias en establecimientos turísticos, justificadas por el impacto medioambiental y social de esta actividad. EJE 8 MUNDO RURAL 1- Incentivos fiscales para empresas que se anclen en zonas rurales y para la creación de cooperativas. 2- Acceso y proximidad a los servicios básicos en el medio rural: educación, sanidad, servicios sociales y atención a la dependencia, mediante el afianzamiento de escuelas, consultorios médicos y otros servicios o garantizando, en zonas de baja densidad de población, el transporte público necesario para el acceso a ellos. 3- Reducción de la brecha digital mejorando la accesibilidad a Internet y a la telefonía. Recordad que es una sola plataforma, por lo tanto todo el mundo vota las mismas. Son 40 y se eligen 5.
submitted by Podemoslogrono to PlazaLaRioja [link] [comments]